Juiz atende TCGL e manda parte dos motoristas voltarem ao trabalho
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quinta-feira, 04 de abril de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

O juiz substituto da 3ª Vara Trabalhista de Londrina, Ronaldo Piazzalunga, atendeu pedido de liminar formulado a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) e Metrolon nesta quinta-feira (4) e determinou o retorno de 50% dos ônibus às ruas de Londrina e de até 80% das linhas que servem o Parque de Exposições Ney Braga, durante a ExpoLondrina. O magistrado ainda estipulou multa de R$ 50 mil ao Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) em caso de descumprimento.
Pela decisão, os condutores precisam garantir 40% dos ônibus circulando nos horários normais e 50% nos horários de pico (entre 5h e 9h e das 17h30 às 19h) e 40% nos demais horários. Durante a realização da ExpoLondrina (de 5 a 14 de abril), também determinou a manutenção de 80% do contingente de ônibus das linhas que servem o Parque Ney Braga durante os horários de pico do evento (das 17h às 20h e das 23h às 4h).
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A medida é uma resposta à greve deflagrada na manhã desta quinta, conforme definida em assembleia da categoria. Os motoristas cobram da TCGL o cumprimento das cláusulas da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).
Sem acordo entre as partes, mesmo com negociação intermediada pela Justiça, os trabalhadores cruzaram os braços. A Londrisul, responsável por 15% do serviço de transporte coletivo em Londrina, já cumpre o acordo e suas linhas funcionam normalmente.
Na ação, a TCGL e Metrolon pediam a retomada de 100% do serviço de transporte coletivo durante a ExpoLondrina e 85% dos serviços após o término da feira agropecuária, além da proibição de bloqueio das entradas da empresa e até de passeatas em vias públicas perferenciais.
Em sua decisão, o juiz Piazzalunga levou em consideração os avisos prévios do sindicato dos trabalhadores sobre a paralisação, mas determina a retomada parcial dos serviços porque o tranporte coletivo é um serviço essencial.
Também proibiu bloqueios na entrada da garagem da TCGL e do tráfego de veículos da empresa, sob pena de multa de R$ 1 mil por trabalhador impedido de executar suas funções e de R$ 10 mil por veículo impedido de circular.
O diretor da Sinttrol Francisco Menezes informou que os motoristas que querem retornar ao trabalho devem ficar responsáveis pela retomada parcial do serviço, atendendo a determinação judicial. Além disso, uma nova audiência na Justiça do Trabalho será realizado na manhã desta sexta-feira (5).
EXPO
O presidente do Sindicato Rural do Paraná, Antonio Sampaio, ressalta que a entidade não faz parte da ação e afirma que a discussão sobre salários é um direito do trabalhador. Entretanto, ele diz que o momento escolhido para a paralisação é uma forma de forçar a negociação. “Nós fazemos a feira [Expo] uma vez por ano. O movimento é justo, mas tem de pensar de uma forma que não prejudique a coletividade”, diz.
Para ele, uma paralisação total do transporte coletivo prejudicaria principalmente os visitantes de classes menos favorecidas e os trabalhadores temporários propiciados pela feira.
Em nota, a CMTU disse que “aguarda que o bom senso se estabeleça na negociação entre a empresa e o sindicato a fim de que a população não seja prejudicada no seu direito de ir e vir pela cidade” e que espera o cumprimento da decisão.


