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. | Foto: Gina Mardones/Grupo Folha

Para motoristas de aplicativos, taxistas e mototaxistas, a greve do transporte coletivo representou ganhos extras na manhã desta quinta-feira (4), quando funcionários aprovam a paralisação. Na porta do terminal central, Jefferson Rodrigues oferecia o serviço de mototáxi aos usuários que chegavam ao centro e não conseguiam transporte para completar o trajeto.

“De manhãzinha o movimento é fraco. Normalmente, faço umas duas corridas até às 10 horas. Hoje, já fiz seis corridas. Estava vindo para o centro onde fica o meu ponto, mas quando passava pela zona norte tinha tanta gente querendo mototáxi que eu levava um, voltava e pegava outro no ponto de ônibus”, contou, sorrindo.

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Questionado se o preço do serviço aumentou junto com a demanda, Rodrigues comentou: “Vou dizer pra você que a turma aí está dobrando o preço hoje. Se eu não fizer isso, os outros todos fazem, então eu aumentei também porque hoje quem está pagando as corridas são os patrões que não querem que os empregados faltem ao trabalho.”

De olho na possibilidade de reforço nos ganhos, o mototaxista espera que a paralisação se estenda durante os dias de ExpoLondrina. “Se continuar a greve durante a exposição, melhora para a gente.”

“Já fiz o dobro de corridas hoje. De manhã, na hora do rush, aumentou muito o movimento. O problema é o trânsito, que está pior porque todo mundo saiu de carro hoje, mas para nós foi bom”, disse o taxista Adenilson Tomaz, que trabalha em um ponto a poucos metros do terminal central. “

O pessoal chegou aqui, viu que não tinha ônibus e pegou táxi. No final da tarde deve dar um movimento bom também.”

APLICATIVOS

Assim que soube do resultado da assembleia dos trabalhadores, o técnico em informática Renan Mouro criou um grupo no WhatsApp para combinar caronas entre os usuários, seja por aplicativo ou carro próprio.

Os aplicativos funcionam por demanda de passageiros. Ou seja, sem o transporte coletivo, existe a tendência de preços mais caros com menos carros disponíveis durante o pedido para a corrida.

"Teve uma repercussão boa. Divulguei em várias redes sociais e a adesão surpreendeu. É uma maneira de facilitar quem precisa chegar ao trabalho e não pode atrasar. As pessoas conversam ali mesmo, dizem qual região estão e acertam os trajetos", comentou o fundador.

Mouro afirmou que diariamente utiliza o transporte público, mas, com os funcionários de braços cruzados, acionou o Uber. "Gasto em média R$ 12 pra sair da zona leste, quase chegando em Ibiporã, e vir até o centro. Hoje paguei cinco reais a mais. O motorista que me pegou estava animado. Disse que o dia estava propício para faturar bastante", comentou.

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