A empresa vencedora da licitação para a próxima fase da revitalização do Jardim Botânico de Londrina deve ser conhecida na próxima semana. Segundo o diretor de Patrimônio Natural do IAT (Instituto Água e Terra), Rafael Andreguetto, a Sedert (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável) está terminando de analisar a documentação para homologar o resultado.

Esta é a segunda fase da reforma do parque estadual londrinense, gerido pelo IAT em parceria desde maio de 2026 com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A licitação desta fase tem valor aproximado de R$ 50 milhões. Após a assinatura do contrato, a empresa vai elaborar os projetos arquitetônico, executivo e complementares antes de iniciar as obras, que incluem a reforma da estufa e do anfiteatro e a retirada do Batalhão da Polícia Ambiental para uma área ao lado. A licitação da segunda fase foi lançada em abril de 2026.

De acordo com Andreguetto, as obras serão executadas com o parque aberto para visitação pública. “É claro que pode haver alguma restrição de acesso na área em recuperação, mas o acesso ao Jardim Botânico não será impedido”, afirma.

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O Jardim Botânico de Londrina passou por um processo de deterioração e nunca foi implementado na totalidade do projeto inicial. Criada em 2006, a estufa tinha o intuito de ser uma unidade de pesquisa e conservação de espécies nativas e exóticas do Paraná, o que nunca ocorreu. A proposta atual é transformar o espaço em um ambiente aberto com vegetação nativa da Mata Atlântica e relacionada ao café.

A reforma foi anunciada em julho de 2025 como um primeiro passo de R$ 2,3 milhões, com serviços mais emergenciais de recuperação dos espaços. Foram contemplados, no primeiro momento, a recuperação da ponte que liga os dois lados do parque, a retirada dos vidros, que não suportam a amplitude térmica de Londrina e estão quebrados, e reparos elétricos e hidráulicos na sede da administração.

Daisaku Ikeda

Andreguetto conversou rapidamente com a reportagem durante a entrega do Selo Clima Paraná, uma iniciativa do governo estadual que reconhece administrações públicas e privadas que registram as emissões de gases do efeito estufa e adotam práticas ESG. “Londrina fez a adesão em 2025, fez seus registros e recebeu o selo Clima Cidades”, afirma.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Gilmar Domingues, disse que é uma honra receber o reconhecimento de que “Londrina se preocupa com a preservação ambiental, de fato”.

Domingues também recorda que, além do Jardim Botânico, Londrina tem o desafio de recuperar o Parque Ecológico Municipal Daisaku Ikeda, destruído por temporais em janeiro de 2016 e que, desde então, permanece fechado.

Em 2024, o município recebeu de uma instituição paulista um projeto conceitual de revitalização, e uma licitação para a elaboração dos projetos complementares para a revitalização do espaço foi aberta em janeiro deste ano. Entretanto, as seis empresas participantes foram desclassificadas e o certame resultou em fracasso.

O secretário informou que já solicitou a republicação do edital, o que deve ocorrer em breve, e lamentou a ausência de empresas de Londrina na licitação que fracassou. “Estavam previstos quase R$ 400 mil para a elaboração dos projetos complementares e todas as participantes eram de fora. Cadê a responsabilidade compartilhada com a nossa cidade? Eu gostaria muito de anunciar que uma empresa de Londrina venceu o processo”, afirmou.

Domingues ainda disse que vai procurar as entidades ligadas ao setor de engenharia, como o Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina), para que incentivem a participação de seus membros no próximo certame.

“Vou procurá-los com cópias do processo impresso debaixo do braço para pedir que empresas com o know-how necessário participem. Se tivéssemos os projetos prontos, tenho certeza de que conseguiremos recursos estaduais para a execução”, afirmou.

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