Instituições e entidades se organizam para enfrentar o coronavírus em Londrina

Universidades, hospitais e representantes de bares e casas noturnas mostram preocupação ante o avanço da doença no Paraná

Vitor Struck e Viviani Costa - Grupo Folha
Vitor Struck e Viviani Costa - Grupo Folha

Mesmo sem registrar a transmissão comunitária do novo coronavírus (covid-19), como nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o Paraná vem demonstrando através representantes de diversos setores da sociedade civil, entidades de classe, universidades e do poder público que vai dificultar ao máximo o avanço da doença que já vitimou quase cinco mil pessoas em todo o mundo.


Campus da UEL
Campus da UEL | Gustavo Carneiro -21-10-2018
 


Na semana em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou estado de pandemia do vírus, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) confirmou seis casos da doença e a suspeita em 72 pacientes. Em Londrina, nove pessoas ainda aguardam a confirmação dos exames em isolamento domiciliar. Já no final da noite desta sexta-feira (13) a Secretaria Municipal de Saúde de Ibiporã informou que um jovem de 24 anos que retornou de Portugal no dia 4 de março está sendo monitorado. 





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No final da tarde desta sexta-feira, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) anunciou que vai suspender todos os eventos acadêmicos e culturais a partir da próxima segunda-feira (16). Em nota, a reitoria demonstrou preocupação também com a epidemia de dengue e com o reaparecimento de casos de sarampo no Estado e no País. A plataforma "UEL Contra Coronavírus" (https://www.uelcontracoronavirus.com/) foi lançada para auxiliar a divulgação de informações oficiais sobre o tema e o reforça recomendações como lavar as mãos e seguir a chamada etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ou com a parte interna do braço ao tossir ou espirrar e lavar as mãos em seguida).



No mesmo sentido, o reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Ricardo Marcelo Fonseca, divulgou um vídeo para anunciar que não houve um consenso interno sobre a suspensão das aulas na instituição também a partir desta segunda. Um encontro marcado para a manhã deste domingo (15) e que contará, também, com a presença dos reitores da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Curitiba, Universidade Positivo e UTFPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná) buscará uma medida em conjunto sobre o cancelamento ou não das atividades.  "Consideramos que é importante que esta decisão seja tomada em consenso, dialogando com as comunidades universitárias da cidade", adiantou. 



A direção do Hospital Evangélico de Londrina decidiu suspender todas as visitas aos pacientes internados e a presença de acompanhantes será restrita apenas aos pacientes graves, menores de 18 anos e idosos com 60 anos ou mais. A entidade também solicita que acompanhantes que possuam sintomas gripais como febre, tosse ou coriza, permaneçam em casa. Questionada, a assessoria de comunicação da Iscal (Irmandade Santa Casa de Londrina) informou que anunciará medidas de contenção no início da próxima semana.  

Enquanto isso, representantes da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) no Paraná afirmam que o setor já registra queda de cerca de 20% no faturamento por conta do medo. De acordo com o diretor da entidade, Fabio Aguayo, um pedido ao secretário estadual de Fazenda, René Garcia Júnior, foi feito para se buscar um entendimento sobre o descontos, adiamentos ou o parcelamento do recolhimento dos impostos ao setor. 



"Assim como vai ter o mesmo pedido para o governo federal. São várias medidas até porque vai ser toda uma cadeia, o nosso setor é aglomeração, não adianta, e as recomendações são justamento de evitar aglomerações. E não há nenhum estudo ainda, não só do nosso setor, mas de outros também", ressaltou.  



Aguayo estimou que, em Londrina, cerca de 60 empresários do setor devem solicitar o agendamento de uma reunião com a prefeitura para buscar um entendimento, e pediu serenidade.



O Núcleo Regional de Educação de Londrina encaminhou orientação às equipes das escolas estaduais para adquirir grandes quantidades de álcool gel, higienizar as escolas constantemente com água sanitária diluída e/ou sabão e manter as janelas abertas mesmo quando o ar condicionado estiver ligado. Pelo menos por enquanto, não há orientações relacionadas a suspensão das aulas.


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Folha Arte
 

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