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Guarda Municipal já prendeu quase 100 agressores pelo botão do pânico em Londrina


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

Em pouco mais de nove meses em operação em Londrina, o acionamento do botão do pânico por mulheres vítimas de violência doméstica terminou na prisão de 96 homens. As detenções foram feitas pela Patrulha Maria da Penha, que pertence à Guarda Municipal. Desse total, 64 agressores já eram obrigados a não se aproximar das vítimas por medidas protetivas. 


 

Guarda Municipal já prendeu quase 100 agressores pelo botão do pânico em Londrina
Bruno Amaral/Secretaria de Defesa Social
 



O balanço foi enviado pelo secretário de Defesa Social, Pedro Ramos, após pedido da Câmara Municipal. O levantamento abrange os dias 20 de novembro de 2020 a 10 de agosto deste ano. Nesse período, foram 308 atendimentos, ou seja, quase um por dia. A maioria corresponde a ocorrências envolvendo homens com determinação judicial de distanciamento das mulheres. 


Do convênio assinado entre a prefeitura e a Sejuf (Secretaria da Justiça, Família e Trabalho), 50 aparelhos foram comprados, sendo que 36 estão sendo usados. De acordo com a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Liange Fernandes, é a Justiça que define quem vai receber o equipamento. "O botão grava o som ambiente e o áudio pode ser usado como prova", explicou. 


Fernandes ressaltou que a quantidade de prisões pelo acionamento do dispositivo mostra "a confiança da população na Patrulha Maria da Penha e a eficiência do serviço". No entanto, a secretária disse que é indispensável chamar também a Polícia Militar em casos de emergência. "É preciso que toda a sociedade se envolva para combater esse tipo de violência", comentou. 


A presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB Londrina, Jaqueline Heinzl, não se surpreendeu com o número de homens presos. "Infelizmente não nos espanta. Essa situação ficou mais evidente na pandemia, onde a vítima teve que conviver com o agressor por conta das restrições sanitárias. As mulheres que recebem o botão do pânico já vivenciam há muito tempo essa violência de perto. É claro que essa ferramenta tem ajudado, mas muito ainda precisa ser feito", abordou. 


Como funciona


Depois que os juízes decidem quem será beneficiado com o dispositivo, a Guarda Municipal monitora os chamados de uma central. Quando o botão é apertado, emite um sinal sonoro e visual com dados da vítima e do agressor nas telas da unidade de comunicação e emergência da GM. Os agentes da Patrulha Maria da Penha são informados por GPS sobre a localização e vão atender a ocorrência. 


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