Greve geral deixa ruas de Londrina sem ônibus na manhã desta quarta
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quarta-feira, 15 de março de 2017
Rafael Machado Grupo Folha 

O Terminal Ouro Verde, na zona norte de Londrina, estava completamente vazio na manhã desta quarta-feira (15), assim como o Terminal Central, por conta da greve nacional em protesto à reforma da Previdência. Quem precisa de ônibus buscou alternativas para chegar ao trabalho.
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A reportagem deu uma volta pelos terminais da cidade para conversar com os trabalhadores e descobriu que muitas empresas se anteciparam à paralisação e combinaram de ir buscar os funcionários em pontos de encontro para que eles possam comparecer ao trabalho normalmente na manhã de hoje.
A maioria dos entrevistados estava à espera da carona para ir trabalhar. Ricardo, funcionário de uma indústria da cidade, já sabia que não ia ter ônibus hoje cedo. "A empresa decidiu fornecer transporte", contou o trabalhador, que concorda com a paralisação. "É um direito do povo e também é só um dia."
O fiscal de loja Wilson também já estava sabendo da greve do transporte coletivo e aguardava em frente ao Terminal Ouro Verde a "carona" da empresa. "A empresa vai dar transporte pra nós e vamos trabalhar ainda hoje. Não pode perder o trabalho."
Sem violência/Para Wilson, "tem que fazer manifestação sim, desde que não tenha quebra quebra para não dar prejuízo para ninguém. Não concordo com a reforma, nem pode uma reforma dessa".
O estudante Rômulo chegou ao Terminal Central vindo de Ibiporã por volta das 6h30 e às 7h30 ainda esperava um ônibus que o levasse para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde ele precisa resolver questões relacionadas a uma vaga no Sistema de Seleçãi Unificada (Sisu) do Ministério da Educação.
"Vou ter que ligar para alguém vir me buscar porque preciso or para UEL", comentou o estudante, que ficou sabendo da greve ainda na noite de terça-feira (14), mas decidiu arriscar a vinda para Londrina assim mesmo. "Pelo direito de aposentadoria está certo manifestar, mas prejudica um pouco a população, principalmente a falta de transporte público. Mas pelo bem maior ainda vale a greve", opinou.
Logo cedo, por volta das 6 horas, representantes dos sindicatos dos transportes e dos professores se reuniram em frente ao pátio de uma das empresas de transporte público de Londrina para conversar com os motoristas.
Paralisação/José Francisco, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), explicou que as garagens das companhias de ônibus estavam fechadas e que não saiu nenhum ônibus para a rua na manhã desta quarta.
"Os funcionários estão aqui concentrados e o sindicato está conversando com a categoria para deliberar que nós somos contra essa reforma do governo. Essa reforma sindical, essa reforma tabalhista, que praticamente acaba com a aposentadoria do trabalhador, que tem que começar a trabalhar aos 16 anos, contribuir com 49 anos e se aposentar aos 65. Impossível se aposentar com essa reforma do governo", opinou José Francisco.
Segundo ele, "provavelmente essa paralisação vai durar só a parte da manhã. Nós vamos sair daqui lá pelas 9 horas, vamos ao Calçadão e para a Concha Acústica continuar o protesto e explicar para a população que essa reforma é perversa. Acredito que após o meio-dia os ônibus voltam a circular normalmente e dá uma relaxada nessa paralisação", informou o diretor do Sinttrol.
"Fechamos as garagens da TIL, Londrisul, Garcia e não está rodando nenhum ônibus da cidade e das metropolitanas. Estamos mobilizando todo mundo de Londrina e região metropolitana", finalizou José Francisco.


