O guarda municipal Ricardo Leandro Felippe, acusado de matar três pessoas em Londrina, incluindo um adolescente de 16 anos e a sócia de uma ex-namorada no início de abril, foi interrogado na tarde desta segunda-feira (21) na 6ª Vara Criminal no processo que investiga os três homicídios. Ele chegou da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1), onde permanece preso, escoltado e algemado por três policiais militares. Quando notou a presença dos jornalistas, Ricardo virou o rosto para não ser fotografado ou filmado.

Leia Mais:
Guarda municipal de Londrina é preso por duplo homicídio
'Ele era instrutor de tiro'
Segundo os vizinhos, guarda é um homem ciumento e possessivo

Além dele, duas testemunhas arroladas pela defesa prestaram depoimento. Uma delas é um médico que trabalha no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) da Prefeitura de Londrina. Ele confirmou que o agente não apresentava nenhuma espécie de distúrbio. A outra pessoa ouvida foi o irmão do réu. No interrogatório, Ricardo economizou nas palavras e respondeu poucas perguntas.

Vídeo: GM arromba porta e atira contra sócia da ex-namorada



Segundo a promotora Susana de Lacerda, o agente afirmou que não se recordava dos assassinatos. Porém, para o Ministério Público, "há elementos suficientes que comprovam que ele sabia o que estava fazendo". Desde a primeira audiência, 23 testemunhas de acusação foram ouvidas. Na ocasião, o guarda até foi ao Fórum para se defender, mas a pedido das vítimas, que se sentiram receosas com a presença dele, teve que voltar para a cadeia.

Matéria atualizada às 17h42.

Leia mais na edição desta terça (22).

mockup