O secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, contou que há cerca de 15 dias havia sido procurado pela ex-namorada de Ricardo Leandro Felippe, que relatou as agressões praticadas por ele. Kuceki aconselhou-a a procurar a Delegacia da Mulher, onde ela obteve medidas protetivas. Por decisão judicial, o guarda municipal foi impedido de utilizar a arma da corporação fora do horário de trabalho. Segundo o secretário, a decisão deixou Felippe bastante revoltado e fez com que ele apresentasse um atestado médico pedindo afastamento de suas funções. A licença médica venceu na segunda-feira (3), quando ele retornou ao trabalho, bateu o cartão ponto, pegou a arma e abandonou o expediente. Na sequência, ele teria praticado os crimes.

Felippe é da primeira turma da Guarda Municipal, ingressou na corporação em 2010, e atuava como instrutor de tiro no grupamento e também em uma academia particular. De acordo com Kuceki, nos sete anos de trabalho, ele recebeu apenas uma pequena punição, por falha administrativa, e na segunda-feira foi finalizado um processo disciplinar que determinou seu afastamento por 45 dias. O motivo foi uma agressão verbal praticada contra um médico em 2016 quando o profissional recusou-se a emitir o atestado médico requisitado por Felippe. "Até agora não tinha nenhuma mancha (no currículo do agente). Ele era instrutor de tiro, profissional respeitado", disse Kuceki.

O secretário ressaltou que os integrantes da Guarda Municipal em Londrina passam por testes psicotécnicos, são submetidos a um treinamento de quatro meses e têm 80 horas de reciclagem por ano, conforme determina a legislação. "O que aconteceu é uma coisa que foge ao nosso alcance. Por melhor que nós procuremos selecionar os nossos funcionários, pode acontecer de entrar um bandido desse. O comportamento violento não foi detectado nos testes psicológicos. Uma experiência que eu tenho é que a psicopatia grave não é detectada nesses testes psicológicos porque quem responde aos testes é o lado bonzinho do psicopata. Tudo o que nós pudemos fazer (em relação a Felippe), nós fizemos", explicou Kuceki. Com os crimes, o guarda municipal será excluído da corporação. (S.S.)

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