Gaeco ganha mais tempo para encerrar investigação da Operação Sicário
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segunda-feira, 09 de setembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) pediu e obteve do juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, mais um mês para encerrar as investigações da Operação Sicário, deflagrada em parceria com a Polícia Militar para desmantelar uma organização criminosa que atua em cadeias do Paraná. A autorização judicial foi dada no último dia 2 de setembro e expira em outubro. "Não vamos pedir mais uma prorrogação", avaliou o promotor Leandro Antunes.

De acordo com o Ministério Público, 108 mandados de prisão foram expedidos, mas 96 acabaram cumpridos até esta segunda-feira (9). Catorze pessoas continuam foragidas. As prisões aconteceram em 26 cidades paranaenses e duas do interior paulista. "Pedimos mais tempo pela complexidade e o número de investigados. Temos mais de 100 suspeitos e por isso houve a necessidade de mandarmos cartas precatórias para que eles fossem ouvidos nos municípios em que estão presos. Além disso, há uma vasta documentação que foi apreendida", afirmou Antunes.
Segundo o promotor, foi possível identificar até o presente curso das diligências que o grupo criminoso "era extremamente organizado. Funcionava como uma empresa e até melhor do que muitas que existem por aí. A quadrilha tinha vários setores, como recursos humanos e financeiro, e aplicava uma conduta rígida em seus integrantes, atuando de uma forma extretamente profissional nas negociações ilícitas", comentou.
Para ele, a apuração leva a acreditar que "Londrina talvez seja o segundo maior foco dessa facção no Brasil, assim como São José dos Pinhais, que abriga boa parte das penitenciárias investigadas na Sicário. A operação demonstrou que existe um núcleo-mãe e diversas associações menores que funcionam em outras cidades. Esses setores prestam serviço ao comando, mas não deixam de promover instalações regionais", concluiu.
Leandro Antunes adiantou à FOLHA que vai oferecer várias denúncias em separado por associação criminosa, tráfico de drogas, porte de arma de fogo, sequestro e cárcere privados, lista que pode aumentar até o fim do procedimento investigatório.


