Operação do Gaeco e PM combate crime organizado em 40 cidades do Paraná
A Sicário envolveu cerca de 300 agentes e 70 viaturas e contou com apoio de um helicóptero; maioria dos mandados foram cumpridos em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de julho de 2019
A Sicário envolveu cerca de 300 agentes e 70 viaturas e contou com apoio de um helicóptero; maioria dos mandados foram cumpridos em Londrina
Isabela Fleischmann - Reportagem Local 
Mais de 100 mandados de prisão foram expedidos para pessoas que estavam em liberdade e que já estavam presas no Paraná nesta quarta-feira (31). A força-tarefa composta pelo comando regional da PM (Polícia Militar) de Londrina, Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), Polícia Civil e Promotoria de Justiça, bem como a 3ª Vara Criminal, trabalhou para identificar os integrantes de uma organização criminosa que atuava a partir dos presídios. Até o momento, 34 pessoas que estavam nas ruas foram presas.
Até às 15h30, foram cumpridos 68 mandados de prisão preventiva (desses, 34 de pessoas que já estavam em unidades prisionais) e 80 mandados de busca e apreensão. A Operação, nomeada Sicário, envolveu cerca de 300 agentes e 70 viaturas, e contou com apoio de um helicóptero.

'Cada pessoa tinha uma função específica como se fosse uma empresa'
Promotor Leandro Antunes -
Os policiais deixaram a sede do Gaeco por volta das 5h. A organização criminosa atuava com tráfico de drogas, sequestros e crimes dolosos contra a vida. Embora a investigação apurasse também homicídios que vitimaram agentes penitenciários e policiais militares, o foco da operação foi buscar “dissecar como funcionava a empresa do crime”, como explicou o promotor Jorge Barreto, coordenador do Gaeco.
“Cada pessoa tinha uma função específica como se fosse uma empresa”, complementou o promotor Leandro Antunes. Os envolvidos na quadrilha foram presos por associação para o tráfico, tráfico de drogas, comercialização e porte de armas, sequestro de pessoas, cárcere privado, roubos, homicídios, estelionatos, falsificações, homicídios e tentativas de homicídio. Os crimes eram praticados para obter recursos para a facção e intimidar rivais, de acordo com o MP.
A maioria dos mandados de prisão foi cumprida em Londrina: 17. Segundo o comandante do 5º BPM, Major Nelson Villa, apenas uma facção estaria envolvida nos crimes. Antunes acrescentou que se trata de uma grande organização a nível nacional que se alia a associações paralelas. “É bem claro que os líderes passavam ordens de dentro das unidades para pessoas soltas”.
O Gaeco já atuou em 2009 e 2010 para identificar pessoas da mesma facção, que foram condenadas. “A história dessa organização criminosa antiga não é segredo pra ninguém, na divisa com São Paulo temos a influência desse crime organizado”, lembrou o major. Além dos mandados de prisão cautelar expedidos pela Justiça, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de droga e um será autuado por lesionar um policial militar porque resistiu à abordagem. O homem foi baleado na perna após lutar com o policial na zona sul. “Diante da necessidade de se defender, ele disparou”.
(Atualizada às 17h30)


