Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas por organização criminosa armada
Denunciados, que atuam a partir de presídios, foram investigados na Operação Panóptico
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Denunciados, que atuam a partir de presídios, foram investigados na Operação Panóptico

O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira (26), 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que apura organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). "É uma inovação da lei que tornou mais grave a conduta de integrantes de organizações criminosas violentas", afirmou o promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado, se referindo à Lei Antifacção.
As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama (Noroeste) do Gaeco.
Região 43
A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.
Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.
A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
(Com informações do MPPR)


Da Redação
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