Já está em Londrina, para continuar o tratamento de saúde no HV (Hospital Veterinário) da Unifil, o filhote fêmea de onça-parda (Puma concolor), encontrado em um posto de combustível de Luiziana, oeste do Paraná, no dia 20 de agosto.

Com idade estimada entre três e quatro meses, o animal foi resgatado pela Polícia Ambiental do Paraná/Campo Mourão, com quadro de desnutrição e desidratação, pesando cerca de seis quilos. A onça recebeu atendimento emergencial na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão.

O resgate ocorreu no período noturno - com orientação do servidor do IAT ( Instituto Água e Terra), responsável pela captura e manejo de animais silvestres – e mobilizou o convênio mantido entre as autoridades de fiscalização e a instituição de ensino. “O mamífero chegou à clínica bastante assustado, mas sem ferimentos aparentes”, explicou Emilaine Bonete, médica veterinária do Integrado e especialista em animais selvagens.

O local possui estrutura adequada e equipe especializada na reabilitação da fauna silvestre, já tendo atendido diversas espécies de aves (como corujas), répteis e mamíferos, a exemplo do lobo-guará, de onças e de jaguatiricas. Além disso, a clínica mantém parceria com o Instituto Água e Terra e a Polícia Ambiental em resgates ecológicos.

Protocolo clínico e exames

Para garantir a segurança da equipe e do próprio animal, a pequena onça-parda foi sedada. Em seguida, passou por avaliação física, coleta de sangue, ultrassonografia e radiografias. Testes rápidos para doenças como Sida Felina (FIV), Leucemia Felina (FeLV) e Parvovirose apresentaram resultados negativos.

O filhote de onça resgatado em Luiziana recebeu os primeiros socorros na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão
O filhote de onça resgatado em Luiziana recebeu os primeiros socorros na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão | Foto: Divulgação/Centro Universitário Integrado

“A principal suspeita é de que a felina tenha sido abandonada ou que a mãe tenha falecido recentemente”, explicou o professor do curso de Medicina Veterinária do Integrado, Felipe Gava.

Rumo à reabilitação

Após despertar da anestesia, a fêmea reagiu de forma positiva e voltou a se alimentar. Com a recuperação inicial atestada, o IAT fez o transporte no dia 21 de agosto para o Centro Universitário UniFil, em Londrina.

“Lá, será dada continuidade ao tratamento. Assim que ela estiver totalmente reabilitada e com os sinais vitais restabelecidos, o encaminhamento será para uma área de soltura devidamente cadastrada no Paraná, devolvendo esse animal ao seu habitat natural”, explica Mateus Rodrigues Gozer, agente de execução técnica e manejo de meio ambiente do órgão estadual.

Mais um resgate

Na segunda-feira (24) chegou ao HV da Unifil mais um filhote de onça, de 12 quilos e aproximadamente 12 quilos, resgatado na região de Maringá, O estado de saúde do felino é extremamente grave, segundo a instituição pois ele chegou desidratado e com um ferimento grave na pata.

Filhote de onça foi resgatado em Maringá e está internado em estado grave na Unifil de Londrina
Filhote de onça foi resgatado em Maringá e está internado em estado grave na Unifil de Londrina | Foto: Divulgação/Unifil

O que fazer ao encontrar um animal silvestre

Os especialistas do Centro Universitário Integrado reforçam um alerta importante à população: ao se deparar com a fauna nativa em perímetro urbano ou rodovias, a recomendação é manter distância segura e jamais tentar aproximação. Veja o que deve ser feito:

• Afaste-se com segurança: Não faça movimentos bruscos e fique de olho no entorno. A mãe pode estar por perto e se tornar extremamente agressiva ao interpretar a presença humana como uma ameaça.

• Não toque nem pegue o filhote: O cheiro humano pode fazer a fêmea rejeitá-lo, além de expor você a graves riscos de ataque.

• Não alimente: Nunca ofereça leite, água ou comida. Uma dieta inadequada pode matar o animal ou prejudicar sua futura reabilitação.

“A orientação é evitar qualquer tentativa de resgate por conta própria e acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental, o Corpo de Bombeiros (193) ou o IAT. Com esses cuidados, ajudamos a vida silvestre”, complementa a médica veterinária do Integrado, Emilaine Bonete.

(Com assessoria de imprensa do Centro Universitário Integrado e da Unifil)

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