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Falsa técnica de enfermagem diz que tem 'alto risco' de pegar Covid-19 na cadeia


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

A Defensoria Pública do Paraná entrou com um pedido para que a Justiça solte Silvânia Ribeiro Del Conte, 46 anos, a falsa técnica de enfermagem que confessou ter desviado vacinas contra a Covid-19 em Apucarana. Presa há mais de dois meses, ela relatou à defensora Renata Miranda Duarte, responsável pela solicitação, que "está sentindo muita falta de ar e cansaço" na cadeia pública da cidade. A acusada foi detida pela Polícia Civil com frascos da AstraZeneca que seriam aplicados na campanha municipal de imunização. 


 

Falsa técnica de enfermagem diz que tem 'alto risco' de pegar Covid-19 na cadeia
Reprodução/Polícia Civil
 




De acordo com a Defensoria, o presídio de Apucarana "em razão da construção, é extremamente frio no inverno, que tem registrado ondas rigorosas de frio, há muito tempo não visto na região. O que se verifica é que a acusada é pessoa de alto risco de contrair a Covid-19, na medida que tem histórico de problemas pulmonares. As pessoas que tomaram as vacinas desviadas por Silvânia já foram ouvidas e apresentaram suas versões. Não acreditamos que ela possa influenciar a investigação criminal caso seja concedida a liberdade". 


Silvânia foi denunciada com mais 16 pessoas, incluindo funcionários públicos, em um suposto esquema de fura-filas da vacinação. É a única que permanece atrás das grades. Baseado nas investigações policiais, o Ministério Público confirmou que ela foi admitida pela Vigilância Epidemiológica de Apucarana mesmo sem ter formação na área de saúde. O chefe do setor, que não chegou a ser preso, também está entre os acusados na ação.  


O órgão afirma que "a manutenção da prisão preventiva é a antecipação de pena" e que "audiências de instrução do processo não foram marcadas". Uma das sugestões é que o juiz determine o uso de tornozeleira eletrônica ou outras medidas cautelares, como a obrigação de Silvânia manter-se distante do local de aplicação de vacinas. Nenhuma decisão ainda foi tomada. O caso do desvio de doses em Apucarana também é investigado pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa. 

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