Empresário envolvido em acidente com morte é solto após pagar fiança de R$ 32 mil
João Vecchi pode responder por homicídio doloso, cuja pena chega até a 20 anos de prisão
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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
João Vecchi pode responder por homicídio doloso, cuja pena chega até a 20 anos de prisão

O empresário João Henrique Venturine Vecchi, 37, que colidiu com o motociclista Lucas Orozimbo, 32, enquanto dirigia supostamente embriagado na madrugada desta quinta-feira (29), foi libertado na manhã de sexta (30) mediante pagamento de fiança no valor de R$ 32 mil. O vigilante morreu no local, no cruzamento da rua Goiás com a avenida Juscelino Kubitschek. Vecchi foi autuado em flagrante e indiciado por homicídio culposo no trânsito, majorado em razão de embriaguez. Caso três fatores sejam confirmados pela Polícia Civil - a intoxicação por bebida alcoólica, excesso de velocidade e avanço no sinal vermelho -, ele pode responder por homicídio doloso, passível de 20 anos de prisão.
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O condutor do Ônix recusou a realização do teste de etilômetro, mas teria admitido em depoimento na Central de Flagrantes que consumiu bebidas alcoólicas horas antes em uma balada. O Instituto de Criminalística faz um levantamento para aferir a velocidade dos veículos antes e no momento da colisão, quando a vítima estava trabalhando e Vecchi, indo para uma casa noturna. Também serão conferidos o estado dos pneus, a frenagem, se o odômetro do carro do empresário travou - se sim, qual foi a última velocidade registrada no painel - e imagens de câmeras de segurança de empresas no entorno.
Possível pena de até 20 anos
A investigação está a cargo da Delegacia de Trânsito de Londrina. O responsável pelas diligências, Edgard Soriani, adiantou que as imagens já à disposição mostram que Vecchi avançou no sinal vermelho. “Já são duas negligências. A terceira seria o excesso de velocidade, se comprovada. Isso pode mudar a competência, porque ele foi autuado com homicídio culposo no trânsito, mas somados três fatores, embriaguez, excesso de velocidade e imprudência no sinal vermelho, isso pode somar dolo eventual e ele responder pelo homicídio do Código Penal, cuja pena pode chegar a 20 anos de prisão, e não de cinco a oito”.
Caso Vecchi seja condenado com base no enquadramento atual, homicídio culposo agravado em razão da embriaguez, é provável que não ficaria preso, informou Soriani. É possível que um Acordo de Não Persecução Penal seja promovido, com ressarcimento à família da vítima pelo óbito. No segundo caso, com o homicídio doloso, o empresário pode responder pelo crime por até 20 anos, com deliberação em julgamento popular. O delegado disse ainda que novas testemunhas serão ouvidas.
Fiança de 20 salários mínimos
A defesa de João Vecchi solicitou na quinta a liberdade provisória, que foi negada pelo juiz plantonista. Já na sexta, o pedido foi concedido mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 32.420,00, correspondente a 20 salários mínimos. Ele deve cumprir medidas cautelares, como proibição de frequentar bares e casas noturnas e recolhimento domiciliar à noite - das 20h às 6h - e aos finais de semana. Também teve sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa.


Heloísa Gonçalves
Jornalista



