Lucas Orozimbo, motociclista de 32 anos, foi morto em um acidente de trânsito na madrugada desta quinta-feira (29), na região central de Londrina. Ele estava trabalhando quando atravessou o cruzamento da rua Goiás com a avenida Juscelino Kubitschek às 4h26, atingido pelo carro que tinha João Henrique Venturine Vecchi, 37, como motorista. Com o impacto, Orozimbo e sua moto foram arremessados. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O condutor do carro admitiu o consumo de bebidas alcoólicas, recusando a submissão ao teste de etilômetro. Preso, Vecchi foi autuado em flagrante e indiciado por homicídio culposo no trânsito, majorado em razão da embriaguez.

Após a colisão violenta com a motocicleta, o carro de Vecchi se chocou contra um poste, que acabou derrubado em cima do veículo. Equipes de socorro médico de urgência compareceram ao local para o atendimento pré-hospitalar, porém, Orozimbo morreu no local. Já o motorista teve ferimentos leves no rosto e ombro, recebeu atendimento médico e recusou encaminhamento a uma unidade de saúde.

Uma equipe do 5º BPM (Batalhão de Polícia Militar) assumiu a ocorrência. O teste de bafômetro foi oferecido e recusado por Vecchi, conforme o boletim de ocorrência. “Porém, devido ao estado que este apresentava - sonolência, olhos vermelhos, odor de álcool no hálito, dispersão e não recordar dos fatos - foi lavrado o Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora, sendo dado voz de prisão. Foi necessário o uso de algemas”, completou o documento.

Uma testemunha se apresentou como advogada do empresário, que ingeriu o líquido da garrafa de bebida alcoólica que portava. A reportagem tentou contato com a profissional, mas não obteve retorno.

Havia bebido sozinho

Vecchi é empresário natural de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), mas vive em Balneário Camboriú (SC). Conduzido à Central de Flagrantes, disse que consumiu cervejas e bebidas destiladas entre meia-noite e 1h em um bar na avenida Maringá, onde estava sozinho. Ele está de mudança para Londrina e coletaria a chave do imóvel que alugou no município nesta quinta (29).

No momento do acidente, estava a caminho de uma casa noturna de shows. “Eu lembro todo o barulho, toda a distração que aconteceu ali, mas eu não vi ele entrando na minha frente. Eu sei que o sinal estava aberto para mim, mas literalmente não vi ele entrando na minha frente”, contou em depoimento. Em seguida, o airbag foi acionado e seu veículo colidiu no poste.

O limite de velocidade na avenida Juscelino Kubitschek é de 50 km/h. O empresário garantiu que trafegava entre 50 a 60 km/h, pela presença de radares na via. O delegado que tomou seu depoimento, Roberto Fernandes de Lima, pontuou que é perceptível, com base em imagens de segurança, que Vecchi corria mais do que o assumido. A confirmação depende do laudo pericial.

“A moto eu não vi, mas o rapaz ficou atrás do carro, ele deve ter ficado a 10 metros do cruzamento”, completou. Ainda fez uma “ressalva” ao delegado. “Teve um policial aqui (Central de Flagrantes) que disse que ele foi arremessado a mais de 100 metros. Isso não é verídico.” Vecchi disse que toma quatro medicamentos por conta de problemas psiquiátricos e que, na realidade, não poderia fazer uso de álcool.

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Autuado em flagrante e indiciado pelo crime de homicídio culposo no trânsito, agravado por conta da embriaguez, o empresário foi levado ao Centro de Triagem do Deppen (Departamento Penitenciário do Paraná) e deve passar por audiência de custódia na sexta (30), adiantou Lima. O inquérito ficará a cargo da Delegacia de Trânsito de Londrina.

Lucas Orozimbo foi velado no fim da tarde desta quinta na Igreja Evangélica Luz do Mundo (zona norte) e o sepultamento será no Jardim da Saudade, na sexta.

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