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. | Foto: Saulo Ohara/Grupo Folha

O pró-reitor de Pesquisa e Graduação da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Amauri Alfieri, avaliou nesta quinta-feira (9) os prejuízos que o órgão terá com o corte de recursos anunciadas em nível nacional pelo Ministério da Educação (MEC). Além do dano educacional, a medida do governo federal deixará de injetar R$ 786 mil por ano na economia londrinense.

"É um dinheiro que o aluno, seja ele mestrando ou doutorando, usa para o transporte, alimentação e compras no comércio, ou seja, para se manter enquanto estuda em tempo integral, já que uma das condições é não manter qualquer tipo de vínculo empregatício durante o desenvolvimento do trabalho acadêmico. É uma verba que iria entrar na cidade, o que não acontecerá mais. A economia municipal infelizmente acaba sendo prejudicada", explicou.

Na UEL, a decisão do ministro Abraham Weintraub prejudica 13 bolsas de doutorado, 10 de mestrado e cinco de pós-doutorado. Alfieri esclareceu que quem já possui o benefício universitário não será afetado. "Os estudantes que já iniciaram o processo continuarão normalmente com as pesquisas. O problema é para aqueles que entrariam nas vagas que seriam abertas. Quem estava com expectativa terminou frustrado com essa notícia".

De acordo com o pró-reitor, representantes acadêmicos continuam se movimentando em repúdio aos cortes do MEC. "Esperamos que isso não perdure, mas que a situação seja revertida. Entendemos que o panorama econômico não é fácil, mas o ensino universitário não pode ser abalado", concluiu.

A UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) de Londrina também sofrerá com a redução de verba. Dos R$ 4,5 milhões que seriam destinados à entidade, R$ 1,63 milhão não será mais enviado. O número representa uma diminuição de 36,8% da previsão orçamentária, o que pode influenciar em projetos de pesquisa e extensão.

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