A decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de cortar 30% das verbas dos institutos federais, vai tirar R$ 1,63 milhão dos R$ 4,5 milhões previstos para manutenção do ensino, dos projetos de pesquisa e de extensão da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) que servem Londrina e região.

O levantamento do impacto por campus foi divulgado nesta quinta-feira (9) e indica que o corte para a instituição chega a 36,8% da previsão orçamentária para 2019.

Também há cortes no programa Idiomas sem Fronteiras e nos recursos de investimentos, no percentual de 30%, e nas emendas parlamentares, cortadas em 100%. Com isso, o arrocho total passa de R$ 43,8 milhões em um orçamento previsto inicialmente em R$ 114,6 milhões.

Dos 13 campi da UTFPR no Paraná, o de Londrina é o que tinha o sétimo maior orçamento. O campus de Curitiba fica com o maior valor da verba: eram previstos quase R$ 21,3 milhões no orçamento deste ano, dos quais R$ 7,7 milhões foram contingenciados.

Imagem ilustrativa da imagem Corte do MEC tira R$ 1,63 milhão da UTFPR em Londrina; veja reflexo em cada campus

A unidade de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), quarto maior orçamento da instituição, teve seus quase R$ 6,16 milhões previstos para 2019 reduzidos em R$ 2,23 milhões. Nesta quarta-feira (8), universitários fizeram uma paralisação das atividades acadêmicas e foram às ruas mostrar para a comunidade procopense todos os projetos de pesquisa e extensão ofertados que são executados e que serão prejudicados com a decisão do MEC (Ministério da Educação).

Na note oficial em que detalha como cada campus será afetado, a reitoria da UTFPR afirma que a orientação para os gestores é a de manter gastos essenciais para garantir a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

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“Dessa forma, os esforços serão concentrados principalmente para a manutenção de programas estudantis e para o pagamento de despesas básicas, como água, luz, telefone, limpeza e segurança”, explica no texto.

Por outro lado, “caso o bloqueio realmente se efetive, a UTFPR deve analisar cada necessidade para fazer remanejamentos não lineares, de acordo com as prioridades institucionais”, avisa a nota da reitoria.

Além da UTFPR, a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e o IFPR (Instituto Federal do Paraná) também sofreram arrocho orçamentário. Os dados detalhados por campus do instituto ainda não foram detalhados.

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