Alunos do campus de Cornélio Procópio da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) paralisaram as atividades acadêmicas nesta quarta-feira (8), como forma de protesto ao arrocho orçamentário imposto pelo MEC (Ministério da Educação) e para mostrar à comunidade os projetos de pesquisa e de extensão executados pela instituição de ensino superior.

Os alunos se reuniram em frente à instituição e saíram em passeata, em direção ao Calçadão de Cornélio, empunhando cartazes de protesto e com informações sobre os projetos científicos, tecnológicos e de serviços prestados à sociedade. “Vamos fazer este ato para divulgar para a comunidade de Cornélio Procópio, do Brasil e do mundo o que fazemos na universidade: muito trabalho científico e pesquisa’, diz um dos alunos.

A paralisação foi aprovada em assembleia extraordinária dos estudantes e avisado com 48 horas de antecedência à instituição e, ao invés de apenas cruzarem os braços, decidiram usar o dia para demonstrar o que é feito com os recursos investidos na instituição.

A organização contou com apoio do DCE (Diretório Central Estudantil) da unidade de Cornélio e o ato tem o suporte da prefeitura e da Polícia Militar. A programação prevê, além da passeata pela cidade no período matutino. À tarde, a partir das 17h30, está prevista roda de conversa no campus procopense.

O diretor-geral do campus de Cornélio Procópio, Márcio Jacometti, afirma que a instituição apoia a iniciativa dos universitários. Os professores foram orientados a não marcarem avaliações para esta quarta. “é um movimento importante porque é em defesa da universidade, mostrando para a sociedade o papel importante que a UTFPR tem para a cidade e que os próprios alunos têm um papel social e econômico importante para o município e, depois de formados, atenderão esses aspectos em qualquer lugar em que forem atuar”, afirma o diretor.

Jacometti diz que a expectativa é que o “contingenciamento” seja provisório, porque prejudica o planejamento para todo o ano. “Estamos terminando a construção de um novo bloco, que vai abrigar a biblioteca e novos espaços para ensino e pesquisa, mas, com o corte, teremos de adiar a conclusão”, conta. Ainda de acordo com ele, a prioridade é honrar os compromissos com os fornecedores, de modo a evitar atrasos.

O corte de verbas aplicado pelo ministro Abraham Weintraub a todas as instituições de ensino federais retirou R$ 37 milhões da universidade tecnológica paranaense – a reportagem tenta levantar desde a segunda-feira (6) o impacto no orçamento de cada campus. A UFPR (Universidade Federal do Paraná) e o IFPR (Instituto Federal do Paraná) também sofreram arrocho orçamentário.

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