Cepe aprova suspensão do calendário de graduação da UEL
A suspensão é válida somente para os cursos de graduação da universidade a partir deste sábado (6)
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de julho de 2019
A suspensão é válida somente para os cursos de graduação da universidade a partir deste sábado (6)
Fernanda Circhia - Grupo Folha 

O Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) aprovou a suspensão do calendário acadêmico para os cursos de graduação a partir deste sábado (6). A aprovação foi na tarde desta sexta-feira (5), após a administração da universidade acatar o pedido do Sindiprol (Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina) para convocar a reunião.
Com a decisão do Cepe, as atividades acadêmicas dos cursos de graduação ficam suspensas até nova avaliação e reunião do conselho. De acordo com o reitor da universidade Sérgio Carvalho, a resolução prevê exceções como a continuidade das atividades para os estudantes do último ano de quatro cursos com previsão de formatura em agosto: Ciências Econômicas, Administração, Pedagogia e Física.
"Outros casos que poderão manter atividades durante a paralisação são os programas de mobilidade estudantil nacional e internacional e os estágios vinculados à prestação de serviços. Outras excepcionalidades serão discutidas pela Pró-Reitoria de Graduação com Comando de Greve", esclareceu Carvalho.
LEIA MAIS:
Servidores organizam novas manifestações pelo pagamento da data-base
Já o procurador Jurídico da UEL, Miguel Etinger, explicou que a suspensão se baseia na autonomia universitária. "A decisão busca a preservação do interesse público, no caso, um ensino de qualidade e em condições adequadas e a preservação do erário, evitando a duplicidade de gastos com as atividades de graduação",
Marta Fávaro, pró-reitora de graduação da UEL, ressaltou que a suspensão do calendário possibilita a segurança necessária para que estudantes não tenham prejuízos nos seus estudos, garantindo as condições adequadas e a qualidade de ensino. Neste sentido, de acordo com a pró-reitora, foi estabelecido um canal de diálogo entre representantes do movimento estudantil e a Pró-Reitoria, com objetivo de solucionar problemas relatados a partir da suspensão do calendário.
Assim como a pró-reitora, um dos suplentes do Sindiprol, Nilson Magagnin Filho, também avalia a suspensão como uma forma de proteção aos alunos. "Como os professores já estão em greve e os servidores estarão com as atividades paralisadas a partir de segunda-feira, a suspensão do calendário é uma garantia de que as atividades dos estudantes serão realizadas após a greve."
Para a presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UEL, Cristina Nunes Maia, a suspensão deve ser retroativa para não prejudicar os estudantes e suas atividades. Uma assembleia dos estudantes foi marcada para às 18h desta sexta-feira (5) no anfiteatro maior do CLCH (Centro de Letras e Ciências Humanas) da universidade para que seja discutida a deflagração ou não da greve da categoria estudantil. Até as 19h10, a assembleia não havia sido concluída. "É dever dos estudantes defender sua universidade", pontuou o DCE. Em nota, o DCE reforçou na quinta-feira (4), que apoia os professores e técnicos-administrativos da universidade, bem como a defesa do ensino público.
A reportagem procurou a Seti (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), mas não obteve retorno.


