Servidores organizam novas manifestações pelo pagamento da data-base
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quinta-feira, 04 de julho de 2019
Fernanda Circhia - Grupo Folha 

Representantes das 32 entidades que fazem parte do Comando Estadual de Greve do FES (Fórum das Entidades Sindicais) se organizam para realizar novos atos em manifestação pelo pagamento da data-base na próxima semana. Os servidores se reuniram nesta quinta-feira (4) na sede do Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná), na capital, onde aprovaram um calendário de mobilização das categorias.
De acordo com a dirigente da APP-Sindicato e representante da entidade no FES (Fórum de Entidades Sindicais), Marlei Fernandes, após a apresentação da proposta de reajuste de 0,5% pelo governador Ratinho Junior (PSD), a greve continua e aumenta. A proposta concede 0,5% em 2019, a ser pago a partir de outubro, mais 1,5% em março de 2020, 1,5% em janeiro de 2021 e 1,5% em janeiro de 2022.
Para o Comando Estadual de Greve do FES, a proposta do governo é "insuficiente para convocação de assembleias gerais das categorias, tendo em vista que além de estar muito abaixo dos 4,94% da inflação dos últimos 12 meses, ainda congela a data-base para os próximos anos". Por isso, o comando ressaltou que a "perda das categorias é de 17,04% e que o índice reivindicado pelas categorias neste momento é de, no mínimo, 4,94%, sem condicionantes, para continuar o debate com o governo para os próximos anos". Além disso, os servidores afirmaram que estão lutando para garantir a não punição pela greve.
Segundo Fernandes, dentre as atividades presentes no calendário de mobilização estão: debate com os deputados em suas bases; atos na próxima segunda-feira (8) de diversas categorias; concentração às 9h na segunda-feira (8), em Curitiba e Região Metropolitana, no acampamento para trabalho na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e ato público unificado também na capital, na terça-feira (9), às 9h, com concentração na Praça 19 de Dezembro.
A FOLHA procurou a assessoria do governo, mas não obteve retorno.
Londrina
Em Londrina, servidores marcaram um ato público para sábado (6), a partir das 9h, na Concha Acústica da cidade, para protestarem contra a proposta apresentada pelo governo na quarta-feira (3). Para Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol (Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina), a "intransigência do governador Ratinho empurrou todas as categorias para a greve e para as ruas". "Diante disso, não resta outra saída senão a greve e a intensificação das lutas", acrescentou.
UEL
Na terça-feira (2), os professores que fazem parte do Sindiprol deliberaram pelo início da greve antes do governador Ratinho Junior (PSD) apresentar a proposta de reajuste na quarta-feira (3). Na ocasião, foi aprovada a paralisação imediata. Em seguida, o Sindiprol enviou um ofício à reitoria da universidade pedindo que o CEPE (Conselho de Pesquisa e Extensão) paute a suspensão do calendário acadêmico na reunião que deve ser realizada na sexta-feira (5). Os servidores da Assuel (Sindicato dos Técnico-administrativos da UEL) aprovaram o início da greve a partir de segunda-feira (8).


