Calçadão de Londrina registra manhã movimentada

Mesmo com 74% do londrinenses afirmando que devem presentear neste ano, ticket médio é menor em função das incertezas financeiras trazidas com a pandemia

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Mesmo depois de dois dias com o comércio funcionando em horário estendido por conta da proximidade do Dia das Mães, a manhã deste sábado (9) foi de bastante movimento no Calçadão de Londrina. Em um dia de céu aberto e clima agradável, a beleza das flores tropicais vendidas em uma banca se tornou ainda mais exuberante.  


O presente é daqueles que agradam a todas as mães. “Eu fico com o Bastão do Imperador, um rosa, vermelho, acho lindo”, comentou a produtora Adalgisa Vieira. Entretanto, o Gengibre Ornamental ou “Cotonete de Elefante”, a Birrai e a Helicônia Rostrata também são boas pedidas para embelezar salas de estar, jardins e sacadas e agradar as mães neste domingo.  




Para a também produtora, Lucimara Silveira, a avaliação foi de que, em função da pandemia, mal será possível “cobrir” os investimentos por conta da queda nas vendas. “A flor é muito tradicional para o Dia das Mães, porém com a pandemia houve sim uma redução muito grande nas vendas. Ocorreram vendas online, mas precisávamos trazer essa produção para a cidade e com essa limitação do comércio ficou mais difícil esse ano, mas estamos lutando, na batalha e oferecendo nosso produto. Estamos vendendo, mas não a todo o vapor”, lamentou. Além do Calçadão, as comerciantes seguem apostando nas vendas pelo site floresavenda-wholesaleflorist.negocio.site. 

 

Mesmo sendo as flores presentes "tradicionais" no Dia das Mães, a produtora Lucimara Silveira avalia que as vendas deste ano serão baixas
Mesmo sendo as flores presentes "tradicionais" no Dia das Mães, a produtora Lucimara Silveira avalia que as vendas deste ano serão baixas | Vitor Struck/Grupo Folha
 


De acordo com o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Fernando Moraes, uma pesquisa realizada pela entidade revelou que 74% dos entrevistados pretendiam presentear as mães na data que é a segunda mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal.


Entretanto, gastando um pouco menos em comparação com o ano passado, seja por já terem registrado queda na renda mensal ou por conta do clima de incertezas trazido para os próximos meses pela pandemia do novo coronavírus. “Ontem (sexta) o movimento foi bom, e hoje está bem movimentado também. Nos shoppings ainda é um pouco cedo para avaliar porque sempre tem aquela questão do passeio mais aos finais de tarde e à noite, e o período mais difícil vai ser depois”, comentou.  

Calçadão registrou bastante movimento em manhã ensolarada de sábado
Calçadão registrou bastante movimento em manhã ensolarada de sábado | Vitor Struck/Grupo Folha
 


Em shoppings de Londrina e galerias comercias, o movimento está restrito em 50% da capacidade e funcionários devem medir a temperatura dos clientes na entrada que também só é permitida com o uso de máscaras. Por enquanto, as academia de ginástica devem continuar fechadas como prevê decreto estadual do governador Ratinho Júnior (PSD). 


Também de acordo com a Acil, enquanto os londrinenses pretendiam gastar em média R$ 260 com o presente de Dia das Mães no ano passado, neste ano, o valor do ticket médio caiu para R$ 201.  


Um valor um pouco menor do que a quantia reservada pela aposentada Elizete Souza, 51, que aguardava na fila de uma tradicional loja de departamentos do Calçadão. Os presentes são para as duas filhas, “que são mães também, para a minha mãe e a irmã”, contou.  


“Nem que for um baratinho, um chinelo, eu sempre dou”, orgulhou-se. 


Para isso, a alternativa será parcelar as compras no cartão de crédito. Em seguida só ficará faltando correr para o supermercado já que, neste domingo, o cardápio na casa dela, em Cambé, será a uma boa feijoada em família e com todos os cuidados. “Menos gente, eu falei que vou fazer uma ‘feijoadinha’, vou descer lá, levar pra comer com minha mãe e meu pai e voltar embora”, brincou.   




Leia mais: Distanciamento social se torna prova de amor às mães do grupo de risco 

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