Brasil tem 8ª morte por varíola dos macacos e é o país com mais óbitos pela doença
Óbitos, de acordo com balanço do Ministério da Saúde, ocorreram em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
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terça-feira, 25 de outubro de 2022
Óbitos, de acordo com balanço do Ministério da Saúde, ocorreram em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro
Samuel Fernandes - Folhapress 
São Paulo - O Brasil registrou a oitava morte por varíola dos macacos e, com isso, figura como o país com maior número de óbitos pela doença no atual surto em todo o mundo.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o homem de 33 anos era morador de Divinópolis e morreu no último sábado (22). Ele estava internado em Belo Horizonte.
O Ministério da Saúde informou que o paciente apresentava problemas de saúde e imunodepressão. Esse histórico fez com que o quadro da varíola dos macacos fosse mais grave.
Minas Gerais soma, no total, três mortes. Foi lá que ocorreu o primeiro óbito pela doença no país, no final de julho. As outras mortes foram registradas no Rio de Janeiro (3) e em São Paulo (2).
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Até então, o Brasil tinha o maior número de mortes por varíola dos macacos fora da África. Naquele continente, a Nigéria listava sete mortes, quantidade que o Brasil registrava desde 15 de outubro, quando ocorreu o sétimo óbito em um hospital particular em Santos, litoral de São Paulo.
Em relação a casos, o Ministério da Saúde informou que já são 9.026 diagnósticos no Brasil. No Paraná, 260 casos já foram confirmados.
Alguns sintomas iniciais da varíola dos macacos são febre, mal-estar e dores no corpo. Após isso, é comum o aparecimento de lesões pelo corpo do paciente. A transmissão ocorre principalmente no contato com essas feridas. Embora mais raras, outra forma de transmissão é por vias aéreas.
Óbitos pela doença são raros e ocorrem principalmente em grupos de maior risco, como crianças e pacientes imunossuprimidos.
A vacinação é uma ferramenta para evitar novos casos da doença e, consequentemente, barrar possíveis novas mortes. Até o momento, o Brasil adquiriu cerca de 50 mil doses, mas só conta com 9.800 em território nacional - elas chegaram ao país em 4 de outubro.
O Ministério da Saúde optou por realizar um estudo, em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para medir a efetividade da vacina na vida real.
A população elegível para receber as primeiras doses seriam aquelas que tiveram exposição a um caso confirmado ou suspeito de varíola dos macacos. Pessoas que fazem tratamento contra o HIV ou são adeptas da Prep (Profilaxia Pré-Exposição) também compõem o grupo primário.
Enquanto o público-alvo já foi definido, os locais de aplicação estão sob análise do ministério. Conforme a pasta, os critérios para escolha consideram as cidades com elevados casos de varíola dos macacos e a disposição de infraestrutura para realizar a pesquisa.
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