Após suspensão de processo licitatório, TCGL aceita prorrogação do contrato do transporte coletivo
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Larissa Ayumi Sato <br> Reportagem Local 

A TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) confirmou na manhã desta quinta-feira (10), por meio da assessoria de imprensa, que aceitou prorrogar o contrato de operação do transporte coletivo em Londrina.
"Por entender que o transporte público é um serviço essencial à população, a Grande Londrina informa que aceitou o pedido do Município para prorrogar a operação do transporte coletivo por até 180 dias a partir de 19/01/2019. O ofício com a resposta ao Município foi protocolado na tarde de quarta-feira (09/01/2019), na CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo)", informou a empresa em nota à imprensa.
A informação também, foi confirmada pela CMTU, também por meio de nota. "As duas concessionárias do transporte coletivo TCGL e Londrisul concordaram com a notificação do Município para a prorrogação do atual contrato, a partir do dia 19 de janeiro, por até 180 dias ou até a finalização do processo licitatório em curso". Ainda conforme o documento, a "CMTU está finalizando a tramitação para efetivar a prorrogação do serviço de maneira excepcional, garantindo que não falte transporte coletivo público aos londrinenses".
RELEMBRE
O prefeito Marcelo Belinati (PP) anunciou no final de agosto do ano passado a abertura do processo de licitação para definir as empresas responsáveis pela concessão do serviço nos próximos 15 anos.
A TCGL, responsável por 124 linhas, afirmou na época que recebeu a notícia com surpresa e argumentou que a empresa realizou uma série de investimentos no transporte coletivo. Além da TCGL, 17 linhas são de responsabilidade da Londrisul.
No início de dezembro, a TCGL anunciou sua saída do processo de licitação e no final do ano, antes do recesso do Judiciário, entrou com pedido de medida cautelar no TCE (Tribunal de Contas do Estado), que suspendeu a licitação com base nos argumentos da empresa de transporte coletivo.
Além disso, a possibilidade de greve dos trabalhadores do setor aumentou ainda mais o clima de incerteza no final de 2018. Na virada do ano, a tarifa do ônibus ainda subiu R$ 0,30 e o preço saltou para R$ 4,25.
Com término do contrato previsto para 19 de janeiro com possibilidade do londrinense ficar sem o serviço, a CMTU notificou as empresas no início desta semana para que o contrato fosse prorrogado por mais seis meses, o que foi aceito pela TCGL e Londrisul.


