Anunciado em 2017, Educação só vai para o Mercado Quebec no ano que vem
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Depois de uma espera de mais de um ano, a Secretaria Municipal de Educação vai iniciar a reforma e ampliação do Mercado Municipal Quebec para abrigar a repartição, o que só deve ocorrer em 2019. As obras vão custar quase R$ 3 milhões e a previsão no edital de licitação é de um prazo de oito meses para execução. A abertura dos envelopes com as propostas está marcada para 5 de novembro.
O Mercado Quebec tem 725 m² de área e será ampliado em mais 792 m² para abrigar os cerca de 120 servidores da pasta atualmente, a secretaria fica em um prédio na Avenida Madre Leônia Milito, de 1,5 mil m², e que custa R$ 29 mil mensais de aluguel. A ampliação virá da construção de um mezanino, explica o diretor de Estrutura Física da Secretaria de Educação, Amauri Sanchez. O mercadão também contará com uma copa em cada andar, e o módulo de banheiros será ampliado.
A secretaria está planejada para funcionar sem divisórias, mas haverá gabinete para a secretária de Educação e para sua equipe de assessores e uma sala para reuniões, além de um pequeno auditório. O protocolo será construído em frente ao prédio. "Vamos reformar tudo. Será instalado aparelho de ar condicionado, com piso vinílico no andar superior e, embaixo, de concreto polido", exemplifica Sanchez.
Segundo o diretor de Estrutura Física, o preparo do projeto arquitetônico vai preservar as características do imóvel, sem alterações na fachada. O estacionamento também será adequado ao funcionamento e deve permanecer como local em que feirantes promovem Feira da Lua às terças-feiras.
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A secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, afirma que a adequação de uma sede própria, além do fim do aluguel, representa melhores condições de execução de trabalhos contínuos pela pasta. "Para a população, será melhor por ser um espaço público em uma área mais central, de mais fácil acesso, no cruzamento de duas avenidas importantes", avalia.
Demora nos trâmites
O Mercado Quebec pertence à Cohab (Companhia de Habitação) de Londrina, que cedeu os direitos de uso por 30 anos. Para isso, foi necessário encerrar o contrato de concessão com dois bares que funcionavam no período noturno. Com a mudança, a estimativa é que sejam economizados cerca de R$ 10 milhões nos 30 anos.
A Prefeitura de Londrina anunciou a mudança da sede em maio de 2017. Maria Tereza justifica que os trâmites necessários levaram à demora nos processos. "A elaboração do projeto, adaptação a todas as normas, inclusive de preservação do prédio, a adequação exigida pelo Corpo de Bombeiros, esses trâmites levaram tempo", exemplifica.
Segundo Sanchez, a demora já começou no processo de cessão de direito de uso da Cohab para o Executivo, o que só ocorreu em agosto do ano passado. Somente a partir de então, os técnicos da prefeitura puderam iniciar a elaboração do projeto, que teve interferência da sociedade civil ligada à cultura, que impediu alterações na fachada para preservação da história de londrina. "Eles apontaram o que não poderíamos mexer. Então, tivemos de abortar o projeto e refazer nas condições propostas", afirma. Somente depois de refeito, os valores foram colocados em planilha orçamentária, pronta seis meses antes da publicação do edital.


