Enquanto a transferência para o imóvel do Mercado Quebec não sai, Educação segue  acomodada na Gleba Palhano, a um custo de R$ 348 mil por ano
Enquanto a transferência para o imóvel do Mercado Quebec não sai, Educação segue acomodada na Gleba Palhano, a um custo de R$ 348 mil por ano | Foto: Marcos Zanutto


Dados da secretaria municipal de Gestão Pública mostram que ao todo são 15 imóveis alugados que custam aos cofres públicos R$ 171,5 mil por mês na cidade. Só a secretaria de Educação despende R$ 348 mil ao ano por um prédio localizado na avenida Madre Leônia Milito, na Gleba Palhano. O gasto do Executivo com a locação foi alvo de um PI (Pedido de Informação) aprovado pela Câmara Municipal de Londrina na quinta-feira (21) protocolado pelo vereador Roberto Fú (PDT).

Além da quantidade de imóveis locados e o montante gasto pelo Executivo, o vereador quer saber se existem imóveis que pertencem ao patrimônio do município e que estariam subaproveitados. "Temos acompanhado algumas reclamações de que existem vários imoveis do município disponíveis e ao mesmo tempo há uma preocupação com um possível gasto excessivo com aluguel", disse Fú ao justificar o pedido de esclarecimentos. No mesmo ofício o vereador questiona ainda se os valores pagos estão em conformidade com o valor de mercado.

O vereador acredita que assim como o Mercado Quebec, que será reformado para sediar a pasta da Educação, outros imóveis poderiam ser utilizados para o mesmo fim e consequentemente evitar gastos com aluguéis. No caso daquele imóvel, que pertence à Cohab (Companhia de Habitação), há quase um ano ele foi fechado para que a prefeitura promovesse as reformas necessárias para abrigar a secretaria de Educação, mas até agora o processo não avançou.

Necessidade

Segundo o diretor da secretaria de Gestão Pública, Edson Baratto, o Executivo não tem imóveis disponíveis para atender toda essa demanda, por isso a necessidade de locação dos espaços. "O processo é feito após solicitação da secretaria demandante, que escolhe o imóvel que atende sua necessidade", disse Baratto. Ele informou ainda que depois de definido o local o processo licitatório passa por uma rigorosa avaliação pela Comissão Especial de Bens Imóveis, composta por servidores de diversas áreas além de componentes da sociedade civil como a OAB (Ordem do Advogados) e o Sincil (Sindicato dos Corretores de Imóveis). "É muito difícil o Executivo estar pagando algo fora do valor de mercado."

O diretor também adiantou que no patrimônio não há imóveis disponíveis para atender a demanda das pastas que hoje estão pagando aluguel. "O Mercado Quebec, por exemplo, é da Cohab (Companhia de Habitação de Londrina), que firmou parceria com a Educação. Nem consta na lista de imóveis disponíveis." Baratto listou ainda três imóveis disponíveis no momento que seriam casas pequenas sem condições de alocar muitos servidores.

Em uma delas, localizada na zona sul, a prefeitura já está em processo de abrigar o Cras Rural (Centro de Referência de Assistência Social). Outro imóvel municipal na zona oeste deverá abrigar o conselho tutelar da região. "São imóveis que foram cedidos para entidades por meio do projeto de lei, mas que por algum motivo descumpriram alguns requisitos e o imóvel retornou para o patrimônio." Mesmo assim, antes de atender as demandas os imóveis precisam passar por adaptações e reformas para abrigar as secretarias interessadas. "Seria um pecado ter um imóvel disponível sem ser utilizado", concluiu.

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