Nascido em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, Igor Tofalini começou na canoagem em 2013, se recuperando após fraturar a coluna em um grave acidente durante rodeio profissional, e foi "paixão à primeira vista", segundo o atleta. Começou a competir pelo Iate Clube de Londrina e desde então treinou, persistiu, evoluiu e conquistou medalhas ao redor do mundo. Em entrevista à FOLHA, Tofalini falou sobre os maiores desafios e orgulhos da sua carreira, além da preparação para a próxima paralímpiada.

O início de carreira na canoagem trouxe grandes desafios para Tofalini, como a falta de incentivos financeiros e os sacríficios feitos para manter rotina de treinos e forma física, que ressaltou a resiliência para chegar aos resultados desejados. "Eu persisti muito, me dediquei muito, então isso fez com que eu alcançasse meus objetivos no decorrer dessa minha carreira de 10 anos na canoagem."

Tofalini atribui sua evolução ao longo desses 10 anos à sua equipe de treinamentos, que auxiliou o atleta a alcançar suas metas e transformar treinamento em conquistas e medalhas. "A gente alinhou os treinamentos desde o início, degrau por degrau, dia após dia querendo evoluir, buscando evolução, a cada dia se aperfeiçoar mais e alcançar as metas, isso faz com que a gente cresça como atleta e pessoa", afirma.

Em agosto, Igor Tofalini, atleta do Rema Londrina/Iate Clube/FEL, conquistou o bronze nos 200 metros da classe VL2 da paracanoagem, no Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, disputado na Polônia.

Medalhista paralímpico em Paris 2024, o canoísta falou da emoção e privilégio que é competir em uma paralímpiada e retornar ao Brasil com uma medalha de prata no peito.

Igor Tofalini foi prata nos 200m VL2 (canoa) nos Jogos Paralímpicos de 2024
Igor Tofalini foi prata nos 200m VL2 (canoa) nos Jogos Paralímpicos de 2024 | Foto: CPB

"É o sonho de todo atleta chegar em um nível assim, e para mim foi algo surreal", ressalta. É muito importante voltar para o Brasil com uma conquista tão grandiosa assim e ver que todas essas pessoas, toda a sua equipe trabalhou bastante para que esse resultado acontecesse de uma maneira tão grandiosa como foi em Paris".

O Brasil é uma potência nos esportes paralímpicos, e o aumento recente de apoio e investimentos reforça o tamanho do país nas paralímpiadas, que ocupou o quinto lugar no quadro geral de medalhas dos jogos paralímpicos Paris 2024, com 89 medalhas.

Igor Tofalini falou sobre o cresimento do seu esporte e a importância do apoio de governos municipais e também federal. "A canoagem cresceu muito, investiu muito dentro em centros de treinamento, equipamento, viagens e de estágio fora do país. Tudo isso Isso faz com que a gente olhe para trás e veja quanto evoluiu".

Igor Tofalini foi medalha de bronze no mundial de paracanoagem de 2026, na Polônia
Igor Tofalini foi medalha de bronze no mundial de paracanoagem de 2026, na Polônia | Foto: Fábio Canhete/ CBCa

Em Los Angeles

O atleta agora se prepara para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028, com uma intensa rotina de treinos na água, academia, fisioterapia e alimentação, na busca de repetir a histórica participação em Paris. "O plano principal é se dedicar todos os dias para alcançar o objetivo de estar em Los Angeles."

O canoista também não definiu o futuro após as paralímpiadas, e deixa em aberto o que fará após a competição. "Eu prefiro estar vivendo um dia de cada vez dentro do do meu esporte, é uma rotina muito intensa, muito desgastante, então o objetivo maior é poder estar lá".

Imagem ilustrativa da imagem 'A canoagem transformou minha história'
| Foto: Fábio Canhete/ CBCa

Tofalini valoriza muito seus momentos de pausa, em que pode ficar com sua família e desconectar da rotina intensa de treinamento e competições. "Gosto de estar no sítio mexendo com meus animais, andando a cavalo junto com a minha família, das pessoas que amo, os meus amigos. Sempre gosto de viver um pouco o oposto do esporte de alto rendimento, ali eu consigo me conectar junto com as coisas que eu gosto e sair um pouco dessa rotina que o esporte de alto rendimento nos proporciona, muito pesada e intensa".

Supervisão: Fernando Rocha Faro - Editor da Folha

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