A pedagoga e doula Fernanda Leite, o marido Ricardo dos Santos e a filha Clarissa: mudança na rotina melhorou a vida pessoal e profissional
A pedagoga e doula Fernanda Leite, o marido Ricardo dos Santos e a filha Clarissa: mudança na rotina melhorou a vida pessoal e profissional | Foto: Arquivo Pessoal



"Hoje eu estou no 75º dia", orgulha-se Fernanda Leite, 39, de Campo Grande (MS), ao mencionar sua rotina baseada no livro O Milagre da Manhã, de Hal Elrod. Ela tem o tempo exato da aplicação, porque tem a disciplina de anotar e analisar todas as suas conquistas para enfrentar os desafios propostos. Sentindo-se provocados, ela e o marido, Ricardo dos Santos, 40, mudaram totalmente a rotina para se autodesenvolver antes do sol nascer.

"Nós acordamos às 4h30. Nos dedicamos ao nosso relacionamento, meditamos, fazemos os agradecimentos, as afirmações, faço oração e perto das 5h30 a gente sai para correr", conta a doula, pedagoga e terapeuta perinatal. Algumas dessas ações já eram praticadas antes do livro, mas não de maneira sistematizada. Por volta das 7h, a família inicia a rotina individual: um sai para trabalhar, outro arruma a casa e assim por diante.

Mas se hoje o casal acorda antes dos pássaros - a meta é acordar 2h30 -, nada remete ao passado, quando Leite passava madrugadas estudando ou vendo filmes. "Mudei quando tive minha filha, Clarissa, há 8 anos. Quando ela tinha uns 3 anos, eu percebi que ela estava acompanhando meus horários e isso estava fazendo mal para ela. Como sou autônoma, eu produzia, trabalhava e estudava à noite, de manhã eu dormia", conta.

Preocupada com o sono da filha, esforçou-se para mudar. "Fiz um monte de movimentos, técnicas, estudei, fiz terapia... Eu queria mudar meu horário de dormir de forma natural e testei várias abordagens, mas eu cheguei a um teto e acordava às 7h", recorda. Quando entrou em contato com o livro, em junho de 2018, resolveu tentar de novo organizando a agenda de forma diferente.

Meditar, ler, escrever um diário, proferir afirmações, praticar visualizações, as atividades indicadas pelo autor já eram familiares para a pedagoga, com exceção de uma delas: exercícios físicos. "Eu já fazia todos os cinco itens, só atividade física que não, para mim foi o mais difícil. Mas quando incluí, os outros ficaram mais fáceis também", aponta.

Com essa rotina, os horários do casal ficam diferentes da grande maioria. A família almoça por volta das 10h30, inicia o jantar às 17h, e vai se deitar entre 20h e 21h. Apesar dos horários, não se afastaram do convívio social. "A gente tem uma rotina de sair com os amigos, mas antes a gente ficava até de madrugada e acordava tarde no outro dia se sentindo imprestável. Hoje a gente não acorda tão tarde, umas 7h, e faz a rotina da manhã mesmo assim", conta.

Para buscar aliados, a pedagoga procurou pessoas que praticavam a mesma metodologia e encontrou na internet um grupo de desafio baseado no livro. A proposta é organizar uma competição em que os participantes registram seus avanços e incentivam outros novos membros a iniciar o processo. Leite já foi "madrinha" de algumas pessoas que começaram depois dela.

Como resultado, a filha conseguiu ter horários melhores para aproveitar as manhãs e a mãe se anima com a nova forma de ver a vida. "A coisa que eu mais desejava era ter energia, tempo e disposição para executar meus projetos e criar. Eu consegui. Era muito importante para mim, uma meta, cuidar de mim primeiro para poder cuidar dos outros", comenta ela, apontando a razão dos esforços: "a motivação é ser mais produtiva para dar uma vida confortável para minha filha, é o desenvolvimento dela. Quero ser um espelho bom para ela", finaliza, contente por ter encontrado a sua rotina.


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