'Eu mudei por necessidade'
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sábado, 02 de fevereiro de 2019
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Algumas vezes não se escolhe a rotina, a mudança vem por determinação das escolhas. É o caso de Myllenne Corbetta, 37, que ao incluir uma segunda graduação na rotina, precisou mexer na agenda de toda família. Mesmo cheia de tarefas (estudo, trabalho, casa, filhos), ainda prefere acordar alguns minutinhos mais cedo para se organizar para um dia mais produtivo.
"Eu mudei por necessidade. Meus filhos começaram a estudar em tempo integral, eu vou para a aula de manhã e à tarde faço meus atendimentos", explica a fisioterapeuta. Para facilitar, no jantar, prepara as marmitas do almoço do dia seguinte.
Apesar da alteração da rotina e do dia corrido, Corbetta prefere acordar alguns minutos mais cedo para poder fazer suas orações e tomar o café com tranquilidade. "Parece que se eu não faço, está incompleto. A gente precisa ter um tempo com a gente, ficar mais tranquila, agradecer pelo dia, já ter pensamentos positivos", afirma.
As atividades não são feitas de maneira sistematizada, mas a fisioterapeuta acredita na força do pensamento positivo, de correr atrás dos objetivos e ter energia concentrada no que se quer, por isso, remanejou sua prática para os primeiros minutos do dia.
Por conta da correria, foi no café da manhã que encontrou o silêncio. "Tenho que ter um tempo, sentar, sem pressa, comer minha fruta. Não abro mão disso. Parece que quando eu não tomo meu café, não faço minha oração, tudo desanda. Parece até que fico mal-humorada. É rotina mesmo", relata.
Para isso, acorda às 6h, antes das crianças, para conseguir encaixar o seu momento. "Eu me planejo. Eu até poderia acordar mais tarde, mas fica me faltando alguma coisa". Para 2019, ela ainda quer tentar incluir as atividades físicas que estão pendentes na sua agenda. (L.T.)


