Fabricio Fonseca interpretando seu ídolo: “Procuro imprimir minha identidade, faço os movimentos, mas sem a pretensão de ser quem não sou"
Fabricio Fonseca interpretando seu ídolo: “Procuro imprimir minha identidade, faço os movimentos, mas sem a pretensão de ser quem não sou" | Foto: Raquel Souza /Divulgação

Professor de canto, técnica vocal e produtor, o músico Fabricio Fonseca tem como ídolo Freddie Mercury e faz de sua admiração verdadeira homenagem ao artista mundialmente reconhecido e que faleceu em 1991. Vocalista da banda Queen Tributo, Fabricio é formado em Música pela UEL e grande pesquisador da vida e obra do ídolo. Graças ao reconhecimento dos fãs pelo seu trabalho, também ficou famoso, virou ídolo e, juntamente com sua banda, tem viajado para cumprir extensa agenda de shows que confirma seu profissionalismo e conformidade ao roqueiro que encarna.

O cantor tatuou a imagem de seu ídolo no braço
O cantor tatuou a imagem de seu ídolo no braço | Foto: Raquel Souza /Divulgação

Como verdadeira ode ao artista britânico, o brasileiro exalta seu reconhecimento a Freddie Mercury. “Um cantor muito virtuoso, sua voz vai do grave ao agudo e o drive (vocal rasgado) o caracterizou. Suas apresentações eram carregadas de carisma, ele privilegiava o público e se doava com humildade”, diz Fonseca, que de forma intuitiva e natural sobe ao palco e impressiona. “Consigo imprimir minha identidade, faço os movimentos, mas sem a pretensão de ser quem não sou. A caracterização é feita em respeito ao público que espera essa identificação. O short branco, o bigode e o pedestal são artifícios teatrais que enriquecem todo o conjunto da performance, mas sem caricaturas. A essência é a música. A música está em primeiro lugar e a cada dia buscamos resultado com mais qualidade”, enfatiza.

A banda londrinense que condecora o Queen segue na estrada. “Muitas cidades tem nos procurado e diversas apresentações são em teatros. É um público amplo, com crianças, idosos e um contato privilegiado”, conta Fonseca, que recentemente sofreu um grave acidente em pleno palco. “Foi em Cascavel. Decidimos reproduzir uma cena em que Freddie Mercury está nos ombros de Darth Vader. Eu caí em cima da bateria, perfurei o intestino e sem saber a gravidade, continuei o show.”

Foram seis dias de internamento, uma cirurgia extremamente delicada e Fonseca teve medo de não poder mais cantar, já que nem sabia ao certo seu estado. “Fui reproduzir a cena e quase morri. Isso faz parte da entrega, acabamos nos entregando”, resume.

Plenamente recuperado, o artista decidiu tatuar a figura do ídolo na própria pele. “Fiquei marcado pelo ídolo e depois do acidente, quando me vi com tubos e sem saber o que poderia acontecer, decidi que não perderia mais tempo.” Como “ídolo”, Fonseca recebeu muitas homenagens e carinho de todos que acompanham o seu trabalho. “Vi a dimensão de quanto as pessoas nos admiram e se solidarizam.”

Com um acervo que remete ao venerado, o cantor explica que doou seus vinis há algum tempo, pois estavam encaixotados. “Mas tenho muitos livros, camisetas, um box com fotos, adesivos de shows clássicos, boneco colecionável e uma coleção de leitura de significado muito grande e que serve como pesquisa.”

O intérprete revela que a música mais pedida nos shows é Bohemian Rhapsody. Sua favorita, no entanto, é Don´t Stop Me Now. “Ela é quase infantil, mas tem uma levada que te põe pra frente.” Sobre o filme Bohemian Rhapsody, que trata da vida e obra de Freedie Mercury, Fonseca conta que já viu várias vezes. “É um roteiro dinâmico, valorizou suas passagens mais importantes e de uma maneira muito genuína”, reflete.

Movido à música, além de interpretar Freddie Mercury, Fonseca atua na Cometz, uma banda comercial de cover variado, como Guns n'Roses, AC/DC, Bruno Mars e Bon Jovi. Também dedica especial atenção à banda Hocus, a qual integra desde os tempos da faculdade, quando se chamava Hocus Pocus. “Gravamos vários discos, fizemos turnê pela Europa e acabamos de lançar um single com um vídeo, chama-se 'Your Words'”, diz.

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