Sucesso made in Korea
Grupo de k-pop arrebata fãs do outro lado do mundo
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de junho de 2019
Grupo de k-pop arrebata fãs do outro lado do mundo
Erika Gonçalves - Grupo Folha
Eles estão a mais de 17 mil quilômetros de distância, falam um idioma nada familiar aos brasileiros, vivem uma cultura diferente da nossa mas nem por isso não fazem sucesso por aqui. Os grupos de k-pop – música pop coreana -, se espalharam mundo afora e conquistaram principalmente os adolescentes.
As irmãs Laura Milani Rodrigues, 15, e Clara Milani Rodrigues, 13, são fãs de vários grupos do gênero, mas entre os seus preferidos está o BTS, formado por sete rapazes, de idades entre 21 e 26 anos. Considerados um dos maiores fenômenos do pop coreano, em 2018 se tornaram o primeiro grupo do gênero no topo do ranking de álbuns da Billboard, dominando a parada da revista americana ao lançar o disco "Love Yourself: Tear". Também emplacaram três álbuns no topo das paradas em menos de um ano.
As adolescentes contam que já conheciam e gostavam das músicas desde 2015 mas apenas no ano passado passaram a se identificar como “army”, nome dado aos fãs do grupo.
Clara foi a primeira a se identificar e depois apresentou a música para a irmã mais velha. “Vi o primeiro clipe deles, comecei a pesquisar. É muito diferente a cultura deles, eles tratam os mais velhos melhor, as letras das músicas são muito bonitas”, justifica a admiração.
Para Laura, o grupo tem algo diferente de outros artistas. “Eles mostram o dia a dia deles, não escondem como são, nos sentimos íntimos.”
A empolgação com os ídolos fez até com que Clara tentasse aprender coreano. “Tentei assistir um tutorial na internet mas é muito difícil, mesmo assim aprendi algumas palavras.”
Clara é a mais empolgada entre as duas quando se trata dos ídolos e já os apresentou para as amigas, embora nem todos tenham se interessado pelo gênero musical. “Não conhecia ninguém que curtia (k-pop). Eu mesma conheci quando passou um anúncio no YouTube e me apaixonei pelo estilo.”
Laura diz que já ouvia alguma coisa mas só se identificou e se tornou fã mesmo depois que a irmã passou a lhe mostrar alguns vídeos sobre os rapazes. “A gente tenta mostrar para outras pessoas, mas elas têm preconceito, nem ouviram e já criticam”, lamenta.
As fãs se orgulham do sucesso de seus ídolos, que são bastante premiados nos eventos em que se apresentam. “Eles fazem a gente ter orgulho do que eles se esforçaram e ainda se esforçam”, dizem.
E como fã que é fã adora colecionar objetos e souvenires que remetam aos ídolos, com ambas não é diferente. Pôsteres, almofadas, camisetas e capinha de celular são alguns itens da coleção. Agora o objetivo é guardar dinheiro para que possam ir ao próximo show, que ainda não tem data marcada. O BTS fez duas apresentações em maio, em São Paulo, para cerca de 40 mil pessoas em cada dia. Antes disso já tinham vindo três vezes ao Brasil, em apresentações menores.
“Não pudemos ir dessa vez, mas eles disseram que irão voltar, então vamos nos preparar”, garante a caçula.
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