De orelhas bem grandes...
Família fala da rotina de ter um coelho como animal de estimação em apartamento
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de julho de 2019
Família fala da rotina de ter um coelho como animal de estimação em apartamento
Erika Gonçalves - Grupo Folha
Se os cães deixaram o quintal e já fazem parte da família, os coelhos não ficam atrás. Antes animais para criação, eles foram ganhando espaço nas casas e já são vistos como pets. Há diversas raças, com animais pesando de um quilo até sete vezes isso. De temperamento dócil, não exigem muitos cuidados e são ótimos companheiros.
Há seis anos a advogada Thatiane Bordini Serpeloni foi surpreendida pelo então noivo, o representante comercial Odirlei Simões, com a chegada de Chicó, um integrante da raça Leonardo de Borgonha. “Ele tinha acabado de se mudar para nosso apartamento, morava sozinho e sentiu a necessidade de um animalzinho para companhia. Eu nunca imaginei que um coelho poderia ser criado em apartamento e levei um susto enorme! Mas imediatamente o Chicó já me conquistou!”
Serpeloni conta que o coelho se adaptou muito bem à nova casa. Ele mesmo escolheu dois cantos como seu banheiro e uma caixinha de areia nos locais resolveu a questão: em 15 dias ele já sabia onde deveria fazer suas necessidades. A alimentação é à base de ração específica, frutas e folhas verdes escuras. “Ele não vive sem couve e banana, seus pratos favoritos. Aliás, é frequente acabarmos com todo estoque de couve do supermercado! E por incrível que pareça, ele não gosta de cenouras”, diz rindo.
Ela conta que o único cuidado especial com o coelho foi procurar um veterinário especializado em animais silvestres. No início ele tinha alguns problemas de saúde e depois da castração, a qualidade de vida melhorou bastante, segundo sua tutora. “No início tivemos muita dificuldade e demoramos para encontrar um veterinário especializado. Muitos profissionais se recusavam a atendê-lo. Isso é importante frisar, pois é um animalzinho exótico e que exige cuidados especiais. Os dentes dos coelhos, por exemplo, crescem continuamente e por isso temos que ter uma atenção especial com alimentação correta. Os banhos são raros. Chicó, por viver em apartamento, está sempre muito limpo e, ainda que as pessoas imaginem de forma diferente, as fezes e urina não exalam mau cheiro.”
Segundo Serpeloni, o pet é muito calmo e dócil, dorme a maior parte do dia e gosta de brincar mais durante o período da noite. Mesmo com comportamento diferente dos cães e gatos, adora companhia e carinho e fica triste quando está sozinho em casa. Apesar de não curtir muito o colo, gosta de ficar no sofá ou na cama, próximo da família. O coelho vive solto pelo apartamento e o único cuidado é com os fios, por ser um roedor.
IRMÃO MAIS VELHO
Há pouco mais de um ano Chicó foi promovido a irmão mais velho, com a chegada de Miguel. E como muitos irmãos mais velhos, também expressou ciúme. Nos primeiros meses se isolou, parou de brincar e até ficou alguns dias sem comer, mas tudo já se resolveu.
“Miguel é enlouquecido pelo Chicó e com o tempo foi interagindo cada vez mais com ele. Sempre ensinei ao Miguel como fazer carinho nele, assim como corrijo todas as vezes que o carinho é de alguma maneira mais agressiva. Hoje o cantinho preferido do Chicó é debaixo do berço do Miguel e é lá no quarto que passa a maior parte do dia. Chicó já entende que a rotina da nossa casa mudou, mas sem tirar seu espaço. Animalzinho de estimação sempre foi muito presente na minha vida, sou apaixonada por eles. Tenho certeza que eles ajudam na formação das crianças e podem ensinar muito sobre respeito e a importância de cuidar do outro. E é isso que o Chicó ensina para o Miguel a cada dia”, afirma.
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