Com torcida ou sem?
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sexta-feira, 22 de junho de 2018
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 

Ruas enfeitadas, bandeiras nas janelas e sacadas, fitinhas verde e amarelo nos carros, camisetas do Brasil para todo lado. Um cenário bastante comum em outras edições da Copa do Mundo mas que neste ano não se faz tão presente. Os motivos são variados, mas há quem aponte a crise econômica, a preocupação com as eleições, o 7 x 1 contra a Alemanha na última edição como justificativas para o desânimo em relação aos jogos.
Mas há quem faça questão de enfeitar a casa e se preparar para as partidas, com tudo que tem direito, como a família Carraro. Com vitória ou derrota do Brasil eles prometem se reunir todos os jogos do Brasil e para a final da Copa, independentemente de quem estiver jogando. E para torcer, tem que ser a caráter: bexigas, bandeiras, copos, toalhas, maquiagem para o rosto e cabelo, acessórios diversos e camisetas nas cores da bandeira. A família também não esqueceu do tradicional bolão e já fez suas apostas.
Os donos da casa Anésio Carraro, pintor automotivo, e Vilma Paulino Carraro, dona de casa, contam que a residência é o endereço oficial das festas e reuniões familiares, inclusive do tradicional "Clube do Neião", realizado todas as sextas-feiras. "Você está vendo tudo isso aqui? Eu que fiz", diz ele rindo à reportagem da FOLHA, apontando o grupo imenso e animado que finalizava os preparativos para assistir ao jogo de domingo, contra a Suíça.
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"Recebemos todas as semanas cerca de 35 pessoas entre filhos, netos, sobrinhos, primos, sogros dos filhos e amigos. As pessoas já sabem e só mandam uma mensagem perguntado se naquele dia vai ter clube. Nosso espaço já é preparado para isso, somos muito animados e o clube vai continuar se reunindo aqui todos os jogos", garante Vilma.
"Em todas as Copas nos reunimos aqui para os jogos e este ano não vai ser diferente. Apesar do que está acontecendo no país, vamos torcer. E vamos estar juntos até na final", conta Caroline Bertuolla Carraro.
Dona de um salão de beleza que também foi devidamente decorado para a festa verde e amarela -, Maria Sueli Ladeira é sogra de um dos filhos do casal anfitrião e sempre se reúne com a família Carraro. "Aqui, na casa dos amigos ou no salão, assistiremos aos jogos e seguiremos assim, seja qual for o resultado dos jogos."
"Independentemente da situação do país, temos que torcer. É claro que os problemas não vão sumir, mas acho que a Copa serve para animar as pessoas. Imagina se todos os brasileiros ficarem pra baixo? Tem que animar o país", pondera Daniely Bertuolla.


