A súdita e o Rei
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de junho de 2019
Erika Gonçalves - Grupo Folha
Mais um vez o Rei Roberto Carlos esteve em Londrina e levou uma multidão ao Moringão, na noite do último dia 12 de junho. Aos 78 anos ele continua em plena forma vocal, para delírio dos fãs. Rita Ribeiro, diretora da Sociedade Rural do Paraná, faz parte dessa legião de fãs e sempre que possível vai conferir de pertinho a apresentação do seu ídolo.
“Eu conheço as músicas dele desde a década de 1960, eu ainda era criança. Tinha uma vizinha que sempre ouvia rádio muito alto e aprendi com ela a gostar. Comecei a ir nos shows quando eu tinha 20 anos, quando os ídolos da minha geração eram o Caetano Veloso, a Rita Lee. Roberto Carlos era considerado brega para minha faixa etária, as meninas tinham vergonha de dizer que gostavam dele, mas eu nunca tive!”, garante.
Nessa época Ribeiro ainda morava em sua cidade natal, Uberaba (MG), e era na exposição agropecuária que o Rei se apresentava. Ela conta que nunca foi de seguir seu ídolo, não teve pôsteres e nem ia para porta de hotel esperá-lo, mas não perdia um show. Depois se mudou para Campo Grande e mesmo quando não tinha companhia, não se acanhava em ir sozinha às apresentações.
“Depois me casei e ia no Olímpia (casa de shows em São Paulo) com o meu marido, fui umas cinco ou seis vezes. O show nunca mudou, mas eu não me importo. Também não perco um show de final de ano. Natal não é Natal sem o show do Roberto Carlos. Odeio comentários de que é tudo igual e por isso gosto de assistir sozinha no meu quarto. Se o show for na véspera de Natal, só viajo no dia seguinte”, conta.
Ela também já viajou em cruzeiros promovidos pelo cantor. “Ele faz duas apresentações durante a viagem, apenas quando o navio está atracado e cada cabine tem direito a (ingressos para) um show. Mas já fui com meu marido e meus dois filhos e, como um deles não quis ir, fui aos dois.”
O lugar no show é determinado segundo o tipo de acomodação e isso faz com ela compre sempre as melhores cabines. “Sento na frente e já ganhei várias rosas, ele (o Rei) me entregou em mãos”, diz. As flores ganharam espaço no meio de seus livros e da Bíblia, segundo ela.
Ribeiro conta que o Rei reserva o último andar das acomodações na embarcação para ele e seus funcionários e familiares e não costuma ser visto circulando em meio aos outros passageiros, para desalento dos fãs. “Dizem que ele vai ao cassino jogar durante a madrugada, mas nunca fui conferir, não sou de fazer isso.”
HUMILDADE E GENTILEZA
A fã conta que são vários os motivos pelos quais admira Roberto Carlos. “Sou uma pessoa sensível, não me considero romântica, mas gosto de pessoas educadas, gentis e vejo isso nele. Além disso, o que mais me agrada é o fato de nunca ter ouvido nada ruim na mídia (sobre ele). Tem gente que sempre ouvimos coisas, mas dele não tem nada. Ele é bastante humilde, já sofreu muito, teve um acidente sério, perdeu pessoas. Todos que trabalham com ele falam bem, conheci alguns músicos dele nas viagens de navio e todos o elogiam”, justifica.
Sobre o show na última semana, Ribeiro diz que sentiu o cantor mais descontraído e mais alegre em comparação à última vez, há três anos. “O show foi muito bonito, a voz dele continua perfeita”, afirma.
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