A saga de uma super pré-estreia
Trio de amigos comenta como foi assistir à primeira sessão de Vingadores: Ultimato, em Londrina
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sábado, 04 de maio de 2019
Trio de amigos comenta como foi assistir à primeira sessão de Vingadores: Ultimato, em Londrina
Laís Taine - Grupo Folha 
A espera só fez aumentar a ansiedade, principalmente a de um trio de fãs da Marvel. Os amigos Andressa Santos, 22, Janderson Moreno, 22, e Felipe de Melo, 21, precisaram viver suas próprias sagas para conseguir entrar na pré-estreia de Vingadores: Ultimato. Para conquistar seus lugares, eles participaram de grupos organizados em redes sociais, ficaram horas na fila de espera e enfrentaram um dia de trabalho árduo após sair dos cinemas com o dia quase amanhecendo.
O filme é o 22º do Universo Cinematográfico Marvel e o quarto (e último) da sequência que une todos eles - dá para entender porque movimentou tantos fãs dos super-heróis. “A pré-estreia foi do dia 24 para o dia 25 de abril, a gente começou a correr atrás em março”, ri Santos. Até o dia inicial de vendas, 2 de abril, os três já participavam de grupos no WhatsApp e Facebook para acompanhar qualquer movimentação. Quando os sites deram a largada de vendas, a corrida durou pouco. “Liberou às 9h, eu atualizei a página e acabou. Não deu tempo de comprar”, conta Moreno sobre sua frustração.
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Como os rapazes estavam em horário de trabalho, sobrou para a amiga ficar atenta caso abrissem novas salas. “Acabaram todas as salas liberadas na cidade e ficou todo mundo desesperado”, brinca ela. “O site travou, era tanta gente dentro do site que só foram liberar de novo lá pelas 13 horas. A gente começou às 9 horas e conseguiu às 13h30. Aí eu simplesmente saí comprando um monte de ingresso e avisando o pessoal.”
Valeu a pena? “O filme jogou as expectativas lá no chão. Você está há 11 anos acompanhando o personagem, quando você vê o ciclo se fechando... nossa!”, comenta Moreno. “Pior que eu li tudo que vazou, li teorias e mesmo assim eu chorei com o filme, foi a mesma coisa que se eu não soubesse de nada”, afirma Santos.
Sem spoilers, os comentários sobre o filme limitaram-se a essas pequenas observações. “Não, spoiler é horrível”, critica Moreno, dizendo que é natural imaginar o que pode acontecer, ainda mais ele que reviu boa parte dos filmes em uma maratona que começou em janeiro.
Adivinhando ou não, o final foi comemorado e ninguém notou que chegar em casa quase 4h30 da manhã pudesse ser um problema para quem iria trabalhar logo depois. “Eu dei umas cochiladas só e fui trabalhar. É assim, toma um café e vai”, brinca Melo, que entra às 8 horas no trabalho. No fim, deu tudo certo e ele até conseguiu comentar o filme com alguns colegas igualmente aventureiros de pré-estreia.
Para eles, participar de pré-estreias é só o molho de quem está sempre acompanhando tudo que acontece sobre o tema. “Eu tenho vontade de ir de novo, porque no dia em que fui eu estava sem voz, foi uma agonia não conseguir gritar, mas agora não vai dar mais, se eu for em outra sessão, eu vou gritar sozinho lá no meio, não é mais a mesma galera que vai fervendo, tem uma magia na pré-estreia”, comenta Moreno.
“Verdade, na pré-estreia você divide aquela energia, emoção com a galera que está na mesma sintonia, todo mundo disposto a ver aquilo à meia-noite para sair às 3h”, concorda a amiga. Independente disso, a magia não acabou. Com tanta informação ainda não processada com os novos fatos apresentados, a conversa vai durar um bom tempo. Até que uma nova saga comece.
PAIXÃO QUE NASCEU NA INFÂNCIA
O Universo Marvel é gigante e abrange um perfil diverso de fãs. Cada um com sua história e conexão com personagens distintos acaba defendendo as narrativas de seus preferidos, mas quando se trata do contexto, todos se unem para debater teorias e fazer previsões.
Felipe de Melo, 21, é fã do Homem-Aranha desde pequeno. “Meu primeiro contato foi com os quadrinhos mesmo, eu tinha um amigo que lia bastante e ele começou a me passar. Depois continuei com jogos, teorias, rodinha de amigos e cinema, com vontade de assistir e procurar saber mais”, conta ele.
Andressa dos Santos, 22, tem um primo como responsável. O primeiro filme que ela assistiu foi Homem de Ferro, justamente seu personagem preferido. “Sou apaixonada por Tony Stark pelo mesmo motivo que todo mundo o odeia. Ele é um arrogante, babaca, prepotente, só que é um cascudo por fora e uma gelatina por dentro. Ele é maravilhoso”, ri da sua convicção.
O primeiro filme que Janderson Moreno, 22, viu no cinema foi O Incrível Hulk, em 2008, mas hoje acompanha a opinião dos dois amigos. Para ele Homem-Aranha e Homem de Ferro são realmente os melhores. “O Homem-Aranha é um herói que qualquer um consegue se relacionar, ele não é um deus alienígena nem um milionário. Apesar dos superpoderes, ele tem uns perrengues na vida”, ri. “Gosto de Tony Stark por conta disso também, ele é bem humano, palpável, ele não é um exemplo de humanidade, de honra”, afirma.
Mesmo que cada um tivesse escolhas muito diferentes, os amigos afirmam que o universo acaba unindo as pessoas. “Antes era uma bolha, o pessoal que gostava de quadrinhos, desenhos, jogos eram sempre os mais excluídos, os ‘nerds’. Os filmes acabaram juntando todo mundo e aquela bolha que era fechada só entre eles acabou agregando pessoas novas e explodiu, hoje está tudo misturado e todo mundo consegue conversar com todo mundo”, defende a fã.
Segundo eles, a Marvel une até os interessados por outros universos. Além de outros super-heróis da própria franquia e da DC Comics, os amigos também acompanham outras séries e sagas. Enquanto Melo é fã de Star Trek e Star Wars, Moreno tem tatuado no braço símbolos de Harry Potter e Star Wars, Santos, entre vários interesses, já leu todos os livros e está acompanhando a última temporada de Game of Thrones.


