Vestindo o personagem
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sábado, 04 de maio de 2019
Laís Taine - Grupo Folha 
Dois Homens-Aranha se encontraram na entrada de um cinema da cidade. Um deles, estudante do ensino médio, menor de idade, sonha em se profissionalizar para trabalhar em grandes eventos. O outro, estudante de mecânica, comprou a roupa recentemente e começou a participar de encontros de cosplayers por diversão. Os dois disputavam a atenção do público e os que se permitiram imaginar, aproveitaram alguns minutos com seu super-herói favorito.
“Sempre pesquisei em sites internacionais, eu seguia alguns cosplayers americanos nas redes sociais e achei legal, então eu comecei, mas foi por diversão mesmo”, conta Pedro Pigatto, 18. A roupa que ele utiliza para entrar no personagem foi comprada em um site internacional e sempre que tem algum evento sobre o tema, aproveita para viver um pouco o momento ilustre. “Muitas crianças e adolescentes acabam vindo conversar, pedem para tirar foto. Escolhi o Homem-Aranha por identificação com o personagem, mas pretendo fazer do Capuz Vermelho também”, aspira.
Em outra ponta do pátio do CineSystem, no Londrina Norte Shopping, Kristopher Oliveira, 16, interpreta Peter Parker com o traje Aranha de Ferro. “Eu que produzi essa parte da garra mecânica e também coloquei as luzes nos olhos”, diz ele apertando o controle nas mãos para mostrá-las acendendo.
Como o estudante é menor de idade, a família vai junto para acompanhar. “Desde que ele começou a gente acompanha 100%. Ele começou fazendo com papelão, desmontou tudo dentro do carro, aí precisou ajustar, mas ele mesmo vai criando. Lá em casa, de vez em quando a gente escuta barulho, cheiro de tinta...”, ri a mãe Daniela Silva, 40.
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Faz dois anos que o estudante começou a se interessar pela área e quando ganhou a fantasia, há poucos meses, começou a explorar melhor o personagem chegando a se meter em pequenas encrencas. “Eu fui na pré-estreia do filme Homem Aranha no Aranhaverso lá nos EUA e fui caracterizado. Eu tinha acabado de ganhar a fantasia e como eu era o único, o pessoal olhava estranho. Aí veio o segurança falando que eu não podia entrar daquele jeito”, conta ele brincando sobre a sua frustração.
Para respeitar as normas e seguir com o plano de ver o filme, ele entrou no cinema com a roupa, mas teve que tirar a máscara. “Quando ele me contou, a primeira coisa que eu fiz foi dar uma bronca, né? Não era dia de evento, ele causou um burburinho”, ri a mãe, agora mais compreensiva com o filho.
Michael, o irmão de 12 anos, também é fã de super-heróis, mas não pensa em repetir o mais velho. “Não é muito a minha praia não, mas gosto de vê-lo fantasiado”, comenta. Já para Oliveira, o cosplay vai além de uma diversão de fã. “Meu sonho é seguir me aperfeiçoando para ser convidado para eventos”, finaliza.


