Nos dias 24 e 25 de setembro, a Escola Municipal Anita Garibaldi promoveu a edição 2025 de sua Feira Cultural. Aberta à comunidade escolar e ao público convidado, a atividade reuniu um compilado das produções de conhecimento desenvolvidas pelas turmas ao longo do ano. De acordo com a diretora da unidade, Lúcia Cristina Gomez dos Santos, a proposta é valorizar a criatividade, a pesquisa e o protagonismo dos estudantes.

Leia mais:

Com sucesso, os 209 alunos da unidade partiparam das tarefas e também puderam prestigiar o trabalho dos colegas e das outras turmas. "Todos produziram. São 10 turmas de 5º ano e o momento da visitação é de grande expectativa", conta a coordenadora pedagógica da escola, Angelita Bracca Somenzari.

Lúcia Cristina Gomez dos Santos, diretora da E.M. Anita Garibaldi, e a coordenadora pedagógica Angelita Bracca Somenzari; expectativa do público com a feira é grande
Lúcia Cristina Gomez dos Santos, diretora da E.M. Anita Garibaldi, e a coordenadora pedagógica Angelita Bracca Somenzari; expectativa do público com a feira é grande | Foto: Walkiria Vieira

Diante das paredes tomadas de arte e conhecimento de diferentes temas, os estudantes se sentem valorizados. "É um momento muito significativo para eles", confirma Somenzari. Fruto da dedicação de todos os educadores e alunos, a atividade a cada ano se mostra ainda mais relevante.

Ao contrário dos anteriores, em 2025 a escola optou por não adotar um tema central, permitindo que cada turma escolhesse os assuntos mais significativos de sua trajetória escolar até aqui. "O resultado é uma feira marcada pela pluralidade cultural, científica e social, refletindo os interesses e aprendizados dos alunos.", explica a professora regente do 2º ano do Ensino Fundamental, mediadora de leitura e Tedics- Tecnologias Digitais de Informação e Comunição, Luciana Rizzo.

As principais notícias de Londrina direto no seu WhatsApp. Clique e siga o canal da Folha de Londrina!http://bit.ly/4mzSf0Q

Entre os temas apresentados nesta edição, Meio ambiente e ciclo da água; Origem dos povos, culturas indígenas e africanas; Autoconhecimento e autorretrato; Folclore; Conceitos matemáticos na vida cotidiana; Nós e o sistema solar; Idosos e valorização da terceira idade; Pátria e diversidade; Esportes; História de Londrina e do Paraná. A estudante Paola Meira de Oiveira, 10 anos, está no 5º ano. Para ela, a principal lição que fica sobre a água é que ela é essencial. "E não podemos desperdiçar", ensina.

Para a estudante Paola Meira de Oliveira, 10 anos, a principal lição é sobre o valor da água: "não podemos desperdiçar"
Para a estudante Paola Meira de Oliveira, 10 anos, a principal lição é sobre o valor da água: "não podemos desperdiçar" | Foto: Walkiria Vieira

Sua colega Ana Luiza Gonçalves, também do 5º, está de pleno acordo e considera que as tarefas propostas pela professora Joseane Madi contribuiram imensamente para a compreensão prática sobre os estudos e sobre o ambiente e sobretudo sobre a água. "Fiz a maquete e fiquei contente porque entendi melhor", sorri.

Pedro Lucas Maana, da Escola Municipal Anita Garibaldi, participou da Feira Cultural e interpretou um cientista no teatro
Pedro Lucas Maana, da Escola Municipal Anita Garibaldi, participou da Feira Cultural e interpretou um cientista no teatro | Foto: Walkiria Vieira

TEATRO E MEIO AMBIENTE

Pedro Lucas Maana, também no último ano do Ensino Fundamental considera que sua experiência foi válida. "Minha maquete não ficou como eu gostaria, mas me dediquei ao máximo a entender as lições e também ao texto que apresentei", expõe. Maana integrou o teatro apresentado na escola durante a feira. Ele fez o papel de um cientista e, do alto de sua responsabilidade e conhecimentos adquiridos, procurou passar a melhor mensagem para os presentes. Em sua exposição, transmitiu toda a crebilidade acerca do ciclo da água e curiosidades sobre o elemento. "Demonstrei de forma prática a água em seus estados - sólido, líquido e gasoso e assim todos até os alunos pequenos entendem", observa o cientista da Feira Cultural 2025.

Danielly Juliani, mãe de Manuella, aluna do 1º ano do Ensino Fundamental: os pais participam de todo processo da Feira
Danielly Juliani, mãe de Manuella, aluna do 1º ano do Ensino Fundamental: os pais participam de todo processo da Feira | Foto: Walkiria Vieira

A experiência é considerada valiosa para Danielly Juliani, mãe da estudante do 1º ano do Ensino Fundamental, Manuella Juliani. O trabalho dela teve como base a obra Jacaré, de Antonio Prata e ilustrações de Talita Hoffman. "Ela estava motivada e com muita expectativa para que eu viesse visitar a Feira Cultural. Nós, como pais e responsáveis participamos de todo o processo e a caixinha de ovo para eles produzirem a arte foi uma das etapas. Essa integração é muito importante, principalmente porque vemos que os alunos se sentem valorizados pelo que estão aprendendendo e, ao mesmo tempo, reconhcemos toda a dedicação da escola para fazer tudo isso acontecer", expõe a mãe da aluna.

mockup