A Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, reconhecida como Ambiente de Inovação credenciado pelo SEPARTEC, realizou também no final de agosto, a 8ª edição de sua Feira Científica, consolidando-se como referência na integração entre educação básica, ciência e inovação. O evento recebeu mais de 1 mil visitantes entre estudantes, famílias, professores e comunidade.

Nesta edição, a Feira contou com o apoio de universidades parceiras — UEL, UTFPR, UNOPAR e IFPR — que contribuíram com avaliadores externos para analisar e valorizar os projetos desenvolvidos pelos estudantes. Essa interação direta com pesquisadores e professores do ensino superior garantiu rigor científico, estímulo à pesquisa e reconhecimento do potencial inovador das crianças e jovens.

Nesta edição, a Feira contou com o apoio de universidades parceiras — UEL, UTFPR, UNOPAR e IFPR — que contribuíram para analisar e valorizar os projetos desenvolvidos pelos estudantes
Nesta edição, a Feira contou com o apoio de universidades parceiras — UEL, UTFPR, UNOPAR e IFPR — que contribuíram para analisar e valorizar os projetos desenvolvidos pelos estudantes | Foto: Raira Cibelle Roama Alves/ Divulgação

Os alunos apresentaram soluções criativas para problemas reais, com projetos envolvendo ciências, meio ambiente, tecnologia e astronomia. Entre os destaques estavam livros de literatura infantil e jornais produzidos com o uso de inteligência artificial, que documentaram o processo científico de forma inovadora.

Além disso, as pesquisas abordaram temas como iridescência, sistema solar, releitura do Pequeno Príncipe, aquecimento global, raios e trovões, inteligência artificial na educação, bicho-da-seda, abelhas, paladar, plantas, minhocas e mundo dos insetos — todos trabalhados com o olhar investigativo dos estudantes e a orientação dos professores.

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PARCERIA COM UNIVERSIDADES

A Feira Científica também ganhou força com a presença de universidades e parceiros que apoiaram a escola em diferentes frentes. A Unopar foi um dos grandes destaques, contribuindo com uma parceria não onerosa voltada ao uso de inteligência artificial. Sob orientação da professora doutora Ana Mauriceia Castellani, os alunos do 5º ano tiveram contato direto com robôs e utilizaram ferramentas de IA para revisar e aprimorar livros de literatura produzidos por eles mesmos. Além disso, alunas do curso de Pedagogia participaram como avaliadoras voluntárias dos trabalhos, enquanto o curso de Publicidade e Propaganda registrou todo o evento por meio de fotos e documentação.

Os alunos apresentaram soluções criativas para problemas reais, com projetos envolvendo ciências, meio ambiente, tecnologia e astronomia
Os alunos apresentaram soluções criativas para problemas reais, com projetos envolvendo ciências, meio ambiente, tecnologia e astronomia | Foto: Raira Cibelle Roama Alves/ Divulgação

Para a diretora Thatiane Verni Lopes de Araujo, o evento representa um marco no fortalecimento do ecossistema educacional. "Nossa escola é um espaço vivo de inovação. As parcerias com as universidades e a avaliação externa dos projetos mostram aos alunos que suas ideias têm valor científico e podem gerar impacto real na sociedade", expõe.

A Universidade Estadual de Londrina marcou presença com o curso de Engenharia Elétrica, que trouxe batalhas de robôs, demonstrações de circuitos e oficinas práticas de xadrez, crochê, desenho, origami, além de atividades de raciocínio lógico com blocos lógicos e cubos mágicos. "A prof Drª Dirce Moraes, do Didatic, nos apoiou também no pré-feira para a elaboração do projeto de pesquisa", agradede a diretora.

A UTFPR, por meio do curso de Engenharia Mecânica, apresentou experimentos ligados à física, incluindo a demonstração de um planador. Outra frente da UEL, desta vez vinculada à Agronomia, trouxe atividades conduzidas explorando o curioso mundo dos insetos. A UFPR de Palotina participou com o projeto Garotas STEM - que refere-se a projetos e iniciativas que e buscam estimular meninas e mulheres a ingressarem nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática por meio de programas como o Rocket Girls, assim como quebrar estereótipos e inspirar a participação feminina nestas áreas acadêmicas e profissionais. A feira contou ainda com o apoio do GEDAL (Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina) com a promoção de observações astronômicas diurnas abertas ao público.

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