Dia do Folclore: data para celebrar histórias tradicionais
Obras infantis mostram como as narrativas populares continuam relevantes ao se adaptarem às novas linguagens
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terça-feira, 19 de agosto de 2025
Obras infantis mostram como as narrativas populares continuam relevantes ao se adaptarem às novas linguagens
Da Redação 

Na próxima sexta-feira (22), comemora-se o Dia Nacional do Folclore, uma data que vai muito além de lendas infantis e personagens da ficção. Criada oficialmente em 1965, a data celebra as histórias tradicionais que, ao longo do tempo, fortaleceram a ideia de identidade brasileira. Entre todas as formas de expressão do folclore, a literatura se destaca como uma das mais poderosas ferramentas de preservação dessas tradições.
Ao reunir diversos gêneros, a literatura folclórica conecta passado e presente por meio da linguagem. Muito além de contar histórias, ela passa ensinamentos e ajuda a manter viva a memória de personagens que fazem parte da formação cultural brasileira, como o Saci-Pererê, a Iara, o Curupira, a Mula-sem-cabeça, o Boto-cor-de-rosa e o Boitatá. Essas figuras, inicialmente transmitidas pela oralidade, acharam nos livros uma forma de permanecer no imaginário das pessoas.
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“O folclore é um patrimônio cultural que revela muito sobre quem somos enquanto povo. Ele carrega saberes ancestrais, valores coletivos e um modo muito particular de ver e interpretar o mundo. Quando a literatura se apropria dessas narrativas, ela não só preserva essas histórias como também tem a oportunidade de atualizá-las", afirma Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação.
A valorização da cultura popular na literatura não é novidade. Autores como Ricardo Azevedo, Mário de Andrade, Ariano Suassuna e Luís da Câmara Cascudo foram grandes responsáveis por levar essas histórias para o papel.
Nos últimos anos, o interesse por narrativas folclóricas se ampliou por meio de novos formatos. Livros ilustrados, adaptações para quadrinhos, animações e jogos digitais têm atraído as novas gerações para essas histórias, além das comemorações folclóricas que já faziam parte da nossa cultura. Pensando nisso, a coordenadora recomendou três livros para manter o contato com o folclore brasileiro desde cedo:
1- Meu livro de folclore – Editora Ática
Autor: Ricardo Azevedo
Número de páginas: 72
Esta consagrada obra reúne histórias curtas, provérbios, adivinhas, trava-línguas, figuras lendárias e diversas expressões do folclore brasileiro. Um livro que valoriza a tradição oral e convida as crianças a explorarem a riqueza da nossa cultura popular.
2- Adivinha quem vem para assustar – Editora Formato
Autor: Maurício Veneza
Número de páginas: 24
Quatro seres encantados – Saci, Cuca, Curupira e Boiuna – se sentem desanimados. Já não assustam mais ninguém e perderam espaço na floresta. O verdadeiro monstro agora é o homem, que polui, desmata e destrói a natureza, deixando pouco lugar para a magia existir.
3- O canto do uirapuru: uma história de amor verdadeiro – Editora Formato
Autor: Tiago Hakiy
Número de páginas: 32
Durante a contação de histórias, o pajé narra o amor entre Wasiry e Iacy May, que deu origem ao rio Andirá. Quando Wasiry desaparece na floresta, Iacy sonha com sua morte. Em lamento, ela canta com tanta dor que suas lágrimas tocam o coração do Criador, que as transforma em rio. Iacy, por fim, vira o Uirapuru, pássaro de canto triste e encantador.
* Com assessoria.




