No novo longa de animação “Tainá e os Guardiões da Floresta - Em Busca da Flecha Azul”, que tem estreia marcada para esta quinta-feira (25), Dia de Natal, o público acompanha a aventura cheia de humor e de amor da personagem Tainá, durante seu aprendizado para se tornar uma guardiã, com a preciosa ajuda de uma sábia bicho preguiça – Mestra Aí.

O longa marca o retorno dessa personagem que desde dos anos 2.000 ensina gerações de crianças de todo o Brasil a amar e preservar o meio ambiente. Além de descobrir quem foi a mentora de Tainá, que a ensinou a amar a flora e fauna brasileira, o público vai acompanhar o início de sua bela amizade com Catu, um macaquinho encrenqueiro; Pepe, o sábio urubu-rei; e a charmosa ouricinha Suri, e toda a jornada desta turminha até se tornarem os “Guardiões da Amazônia”, sempre prontos a ajudar os animais, proteger e cuidar da floresta. E nessa aventura a tensão é grande por conta de um vilão, o Jaime Bifão e seu trator muito malvado, que vai dar trabalho para os guardiões.

Nesta nova aventura, a personagem Tainá (Juliana Nascimento) junto com a ancestral e sábia bicho preguiça – Mestra Aí (Fafá de Belém), treina para se tornar uma Guardiã da Amazônia. Mas, ao perder a antiga e mágica Flecha Azul, que guia quem tem o destino de ser um dos Guardiões da Amazônia, Tainá põe em risco seu treinamento e até mesmo a floresta.

Com direção de Alê Camargo e Jordan Nugem e roteiro de Gustavo Colombo, o longa de animação tem produção da Sincrocine Produções, coprodução Tietê Produções e distribuição da Paris Filmes.

Imagem ilustrativa da imagem 'Tainá e os Guardiões da Floresta' estreia neste Natal
| Foto: Still do filme/ Divulgação

Com mais de 25 anos de experiência em animação e ilustração, Alê Camargo é autor, roteirista e diretor, escreveu e dirigiu vários curtas-metragens (entre eles, os premiados “Os Anjos do Meio da Praça” e “A Noite do Vampiro”), séries de TV e longas. Seu primeiro longa-metragem, “Mundo Proibido”, foi selecionado por vários festivais internacionais de cinema, sendo premiado como Melhor Longa-Metragem no Festival Internacional de Animação Anima Córdoba e no Festival Internacional de Cinema de Fantasia Cinefantasy.

Jordan Nugen foi o responsável pela criação do roteiro das séries “Angry Birds: Bubble Trouble” (2020) e “Angry Birds: Slingshot Stories” (2021), baseadas nos pássaros que se transformaram em ícones pop após fazerem sucesso em jogos eletrônicos. Integrou a equipe de roteiristas da série “Vamos Brincar com a Turma da Mônica” (2022/2023).

A seguir, confira a entrevista com os diretores do filme.

A personagem Tainá tem uma longa carreira cinematográfica em Live Action. Qual o desafio para um diretor em trabalhar com uma história que está no imaginário e no coração de tantas pessoas?

Alê Camargo - Foi muito legal receber o convite para dirigir Tainá. Já admirava a personagem, e ter a oportunidade de poder participar do desenvolvimento da transição da série de TV para o cinema foi desafiador. Tratei o projeto com o maior respeito possível com os fãs e com os criadores. Era preciso respeitar a tradição que Tainá e os demais personagens possuem. Esse cuidado foi bem importante durante o processo de adaptação, porque o cinema é um formato diferente de série de TV, mas tivemos o cuidado de sermos fiel porque o longa conta a história da origem de Tainá, como ela se torna a guardiã da floresta, e como vai encontrando o resto da turma.

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A escolha das vozes de Tainá e de sua mentora, Mestre Ai, com Juliana Nascimento e Fafá de Belém, respectivamente, traz para o projeto a representatividade do Norte do país. O quanto foi importante para o projeto essas escolhas?

Alê Camargo - Havia uma preocupação de respeitar a linguagem. Originalmente a personagem Tainá, nos filmes de Live Action, sempre foi interpretada por atrizes do Norte. E quando surgiu a possibilidade da Fafá de Belém fazer a voz da mentora da personagem foi muito legal. Porque tem essa coisa da identidade de ela ser do Norte, e também por ser um filme musical. Era importante que a pessoa que fosse fazer a voz da mestra cantasse, e com a Fafá isso foi resolvido com chave de ouro, porque ela tem uma voz maravilhosa, e é uma pessoa incrível

O ambiente da floresta é muito presente, árvores, animais, rios. Qual foi a preocupação de vocês para destacar essa diversidade nesses cenários? Teve uma preocupação especial com a luz, com as cores?

Alê Camargo - A parte visual era muito importante. A gente teve no comando da direção de arte a Camila Carrocini, minha esposa e sócia, que tem mais de 100 livros infantis publicados. Fazemos muita coisa juntos e achei importante trazê-la para o projeto. Tivemos uma preocupação muito grande, por exemplo, com a troca de luz ao longo do dia. Usamos cores diferentes no pôr do sol e à noite, para dar uma ambientação a cada um. A Floresta Amazônica é impressionante, uma coisa gigantesca, inúmeros ambientes, ecossistemas diferentes dentro do mesmo espaço. Tem os rios correntes e os rios aéreos, que a gente cita durante o filme. Você tem as árvores, até o chão, tudo muito muito rico, muito vasto. Tentamos trazer essa grandiosidade de visual.

Imagem ilustrativa da imagem 'Tainá e os Guardiões da Floresta' estreia neste Natal
| Foto: Still do filme/ Divulgação

A temática do filme é bem atual, e está no noticiário. Queimadas, invasão e destruição da floresta e do ecossistema. Como vocês pensaram trabalhar essa realidade para o público infantil? Como foi abordar esses assuntos que são tão graves de uma forma leve?

Alê Camargo - A crise climática é um assunto muito forte. Tentamos lidar de uma maneira mais lúdica e trazer isso para o universo infantil. Não tinha como não falar, afinal Tainá é justamente uma Guardiã da Amazônia, defende a floresta. Trouxemos a figura do vilão do filme, representando a destruição, as queimadas. Mas tentamos trazer de uma maneira leve, que não fosse meramente didática, e sim divertida, e, principalmente, que fosse coerente dentro da história, e dos objetivos da Tainá e de seus amigos. A floresta está em perigo, e são eles que vão ajudar ao longo da aventura.

Tainá é um personagem que há mais de 20 anos está no imaginário e no coração de tantas pessoas. Como é trabalhar a partir de tantas referências? E como foi para Jordan Nugem encontrar essa personagem?

Jordan Nugem - Foi bastante emocionante porque eu já conhecia o personagem que, acredito, está no imaginário de todo o público brasileiro. Além disso, é um personagem super importante para nossa cultura. Ao mesmo tempo que fiquei muito feliz, também me assustei e me preocupei. Pensei: “Eu preciso respeitar todo o legado que esse personagem tem”. Foi um desafio e uma grande responsabilidade como diretor manter a qualidade que esse personagem precisa trazer para o público. E, ainda mais, com essa temática tão legal que a série carrega de tentar trazer um pouco da natureza para as pessoas que vivem longe dela.

Qual é o papel do diretor numa animação? O que é preciso ficar atento e ter um olhar especial? O que você destaca neste projeto?

Jordan Nugem - O papel da direção de uma animação é bastante similar ao de um longa de live action. Temos contato com a equipe de atuação na gravação de voz original, mas além desse contato só com os atores, a gente tem um olhar como um todo. Cada microelemento que vai aparecer na série, uma florzinha, uma graminha no chão, o diretor acompanha com a equipe de criação para garantir coesão visual e da narrativa. Acho que a diferença é que ele acaba envolvido muito mais em micro etapas que talvez a direção de um live action não esteja. Desde os primeiros conceitos de um desenho de storyboard, para garantir que todos os elementos se comuniquem visualmente. É um trabalho conjunto com toda a equipe, desde a direção de arte até a supervisão de luz, por exemplo. Cabe à direção garantir essa coesão visual e de narrativa.

* Com assessoria.

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