Morre Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina
Compositor mineiro que morreu na noite de domingo (2), aos 73 anos, ajudou a inovar a música popular brasileira
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segunda-feira, 03 de novembro de 2025
Compositor mineiro que morreu na noite de domingo (2), aos 73 anos, ajudou a inovar a música popular brasileira

Morreu na noite de domingo (2) o compositor Lô Borges, um dos criadores do Clube da Esquina, movimento ao qual também pertenceram Milton Nascimento, Beto Guedes, Wagner Tiso, Toninho Horta e Flávio Venturini, entre outros nomes.
Lô Borges estava internado desde 17 de outubro por causa de uma intoxicação medicamentosa no Hospital da Unimed, em Belo Horizonte, que confirmou sua morte às 20h50 de domingo por falência múltipla dos órgãos.
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O movimento Clube da Esquina, que ajudou a moldar a MPB nos anos 1970, fundia o rock e o jazz à tradição da música popular brasileira e ficou conhecido por este nome por causa de um disco homônimo, lançado em 1972.
Já seu primeiro disco solo "Lô Borges" (1972) tornou-se um clássico da música popular brasileira e traz um tênis velho na capa, símbolo de liberdade, criatividade e muita estrada naqueles primeiros anos.

Entre os sucessos de Lô Borges destacam-se "Trem Azul", Um Girassol da Cor do seu Cabelo", "Tudo Que Você Podia Ser" e "Nada Será Como Antes", em parceria com Milton Nascimento.
Suas músicas foram gravadas por grandes nomes da MPB como Elis Regina, o próprio Milton Nascimento, Flávio Venturini e Nando Reis, entre outros.
O maestro Tom Jobim foi um dos que se encantaram com "Trem Azul". Lô Borges ajudou a concetar o Clube da Esquina a novas gerações de músicos. Sua parceria com Nando Reis em "Dois Rios" (2003) se tornaria o primeiro single do álbum "Cosmotron" da banda mineira Skank. Treze anos depois, Samuel Rosa e Lô Borges fariam um álbum ao vivo.
MILTON NASCIMENTO: PARCERIA
O perfil de Milton Nascimento nas redes sociais homenageou o amigo Lô Borges nesta segunda-feira (03). Parceiros desde a juventude, juntos criaram o Clube da Esquina, um momento marcante da música brasiliera.
“Lô Borges foi – e sempre será – uma das pessoas mais importantes da vida e obra de Milton Nascimento. Foram décadas e mais décadas de uma amizade e cumplicidade lindas, que resultaram em um dos álbuns mais reconhecidos da música no mundo: o Clube da Esquina", diz a mensagem.
"Lô nos deixará um vazio e uma saudade enormes, e o Brasil perde um de seus artistas mais geniais, inventivos e únicos. Desejamos muito amor e força à família Borges, a qual acolheu Bituca em sua chegada a Belo Horizonte”, completa a mensagem no perfil de Bituca no Instagram.

Milton tinha 20 anos quando conheceu Lô, que tinha apenas 10. Eles moravam no mesmo prédio, em Belo Horizonte. Alguns anos depois, em 1972, quando Milton já era um cantor e compositor conhecido, desenvolveram a parceria que viria a ser conhecida como Clube da Esquina. O disco – que também conta com a participação de Beto Guedes, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Flávio Venturini, Toninho Horta, Wagner Tiso e Novelli – de mesmo nome foi lançado e se tornou um dos grandes marcos da MPB. Com influências diversas que vão de Beatles, passando por música mineira e samba, o álbum tem clássicos como "Tudo o Que Você Podia Ser", "O Trem Azul", "Cravo e Canela", entre outras.
EM ATIVIDADE ATÉ O FIM
Lô Borges mantinha sua carreira em atividade e lançou trabalhos com músicas inéditas nos últimos anos. Em agosto de 2025, lançou seu sétimo disco, "Céu de Giz", com músicas em parceria com Zeca Baleiro.
N noite de segunda-feira (3), um dia antes do velório e sepultamento de Lô Borges, fãs, artistas e amigos do compositor se reuniram para homenageá-lo com cantorias nas esquinas das ruas Paraisópolis e Divinópolis, em Belo Horizonte, local onde nasceu o célebre movimento Clube da Esquina. Toninho Horta foi um dos músicos presentes à homenagem que seguiu até a madrugada.
O velório do músico será nesta terça-feira (4), de 9h às 15h, no Foyer do Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
* Com agências de notícias.


Da Redação
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