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Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 10/04/2022, 21:30

Morre a professora de canto Walkyria Côrtes Ferraz

Ela faleceu em Londrina, aos 90 anos, e foi uma das criadoras do Festival Internacional de Música de Londrina

PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de abril de 2022

Reportagem local
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Foto: Cleusa Migliorini/ Divulgação
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Faleceu no sábado (9) a professora de canto Walkyria Côrtes Ferraz, 90 anos. Foram mais de 70 anos dedicados à música, trajetória que a consagrou como Madrinha do Festival Internacional de Música de Londrina, evento que ela ajudou a criar. 

Nascida em Curitiba em 1932, Walkyria planejava ser cantora lírica e para realizar o sonho de estudar canto na Escola de Música e Belas Artes do Paraná começou a ter aulas de piano aos 13 anos. Nesse mesmo período, entrou para o Coral da Catedral de Curitiba grupo no qual permaneceu até completar 25 anos e se casar com o médico londrinense Alceu Serpa Ferraz (falecido em 2013). Os dois se conheceram na época em que ele foi morar na capital para cursar medicina e juntos tiveram cinco filhos.  

Walkyria Ferraz, uma vida dedicada ao canto

Após morar em São Sebastião da Amoreira e São Paulo, o casal se mudou para Londrina e após sete anos afastada da música, Walkyria voltou a estudar com o Andréa Nuzzi (maestro autor do Hino de Londrina). Os dois montaram juntos um conjunto vocal chamado Escala de Seda e após a morte dele ela foi convidada para ser ensaiadora do coral da UEL, que estava em processo de formação. Anos mais tarde passou a dar aulas individuais de canto, atividade com a qual se tornou conhecida em toda a região e manteve até pouco antes da pandemia, em 2020.  

Walkyria Côrtes Ferraz Walkyria Côrtes Ferraz
Walkyria Côrtes Ferraz |  Foto: Cleusa Migliorini/ Divulgação
 

Em reconhecimento à importância do trabalho da professora de canto para os londrinenses, a Câmara de Vereadores da cidade concedeu à dona Walkyria, como era chamada pelos alunos,  o título de Cidadã Honorária de Londrina em 2013. “A música me acompanhou a vida toda e ainda me acompanha no tratamento médico”, concluiu a professora, em reportagem especial publicada em 2021 pela Folha de Londrina. 

O corpo será cremado às 17 horas, no Crematório Allamandas.