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Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 27/05/2022, 17:51

Londrina e Cornélio Procópio recebem teatro que fala de inclusão

Teatro aborda inclusão e promove ações para alunos com deficiência

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de maio de 2022

Reportagem local
AUTOR autor do artigo

Foto: Ana Lúcia Silva/Divulgação
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Criação do Grupo Pregando Peça, o espetáculo de bonecos “A Banda do Serafim” que fala de diferenças e desafios será apresentado em Londrina na segunda (30) e  na terça (31), e em Cornélio Procópio, na quarta (31). A peça fala de animais com dificuldades específicas, que superam desafios para realizarem seus sonhos.

Estudantes de escolas públicas de cidades das regiões Sul e Sudeste terão a oportunidade de aprender um pouco mais sobre inclusão social com muita diversão e alegria. As apresentações terão tradução em Libras, atividades sensoriais pelo tato e espaços acessíveis, de acordo com as necessidades do público presente.

A proposta do grupo Pregando Peça, de Santa Maria (RS), é abordar o tema com leveza e criatividade, por meio do espetáculo “A Banda do Serafim”. A montagem de animação conta com bonecos como personagens e é inspirada no conto “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm.

A peça fala de animais com dificuldades específicas, que superam desafios para realizarem seus sonhos. São quatro simpáticos personagens: o jumento Joca, que queria tocar um instrumento, apesar da dificuldade por ser asmático; a girafa Josefina, que sonhava em ser bailarina, mas tinha as pernas muito finas e pouco firmes; o cachorro Nicolau, que queria ser trapezista ou equilibrista, mas tinha limitações de visão pelo alto grau de miopia; e a Angelita, uma gata sonhadora que desejava ser cantora, mas não tinha muita afinação. Os quatro acabam se encontrando, se identificando em suas dificuldades e partem juntos para derrubar as barreiras. Assim, eles formam uma banda para tocar no “Circo do Seu Serafim”.

Nesta segunda e terça-feira (30 e 31/05),  Londrina recebe a montagem, com sessões às 10h30 e às 14h, no CAIC - Escola Municipal Zumbi dos Palmares (Rod. João Alves da Rocha Loures, 3.655 - Conjunto União da Vitória). Cerca de 400 crianças irão participar.

Na quarta-feira (1º/6), as apresentações serão em Cornélio Procópio, na Escola Municipal Padre Antonio Lock (Rua da Pitanga, 84, bairro Jardim Figueira). Serão três sessões, às 10h30, 14h e 15h30. Depois, a turnê segue para nove cidades do Rio Grande do Sul. O grupo já esteve em Pindamonhangaba e Itápolis (SP).

Leia mais: https://www.folhadelondrina.com.br/geral/podcast-banco-dos-reus-repercute-no-meio-juridico-3205936e.html

 INCLUSÃO SOCIAL

A proposta do projeto “A Banda do Serafim, para ver, ouvir e se divertir” é tratar o tema da inclusão social sob dois aspectos: o primeiro, a partir do tema do próprio espetáculo, com questões relacionadas à inclusão, respeito às diferenças, direito ao exercício da cidadania por pessoas com deficiência, entre outros. “O segundo aspecto se refere à acessibilidade do público, com adaptações de acordo com a realidade de cada local”, diz Luciane Vilanova, gestora cultural e diretora da LC Vilanova, produtora do projeto ao lado do grupo Pregando Peça.

A realização é da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, com patrocínio de Nova Palma Energia, Romagnole, Onix Distribuidora de Produtos Elétricos, Camnpal e Grupo Comtrafo.

Dentro da proposta de inclusão, as demandas dos estudantes serão previamente mapeadas. Onde houver alunos com deficiência auditiva na plateia, será contratada tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Para deficientes visuais, serão realizados workshops ao final da apresentação para interação com os bonecos, com o cenário e toda estrutura da peça teatral, permitindo o toque e a experiência sensorial. Em locais com a presença de crianças com baixa mobilidade, o espaço escolhido será totalmente acessível.

O acesso à cultura também é um objetivo do projeto, priorizando localidades distantes dos grandes centros para oportunizar a crianças e adolescentes uma aproximação com a arte. “Queremos oferecer oportunidades iguais de acesso ao espetáculo, além de provocar o debate sobre os direitos e os deveres de pessoas com deficiência, sobre práticas inclusivas do dia a dia”, ressalta Luciane. Em cada cidade, haverá também um workshop apresentando a técnica do teatro de bonecos para alunos e professores.

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