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Londrina

MÚSICA

m de leitura Atualizado em 17/05/2022, 11:23

Leila Maria destaca sonoridade africana na obra de Djavan

Ex-participante do The Voice+ lança tributo ao compositor alagoano com participações de Maria Bethânia e músicos africanos

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de maio de 2022

Marcos Roman - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Catarina Ribeiro / Divulgação
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Algumas composições de Djavan acabam de ganhar releituras que ressaltam a africanidade presente na obra do artista alagoano. A cantora brasileira Leila Maria se uniu a diversos músicos africanos para dar voz a grandes sucessos e canções menos conhecidas do autor. Fruto dessas parcerias, o álbum “Ubuntu” chega às plataformas digitais pela gravadora Biscoito Fino. O trabalho conta ainda com a participação especial de Maria Bethânia declamando um trecho da letra da canção “Seca”. 

Apesar de somar 40 anos de dedicação à música e de ser constantemente elogiada pela crítica por sua voz aveludada e o seu notável senso de divisão rítmica, apenas em 2021 a cantora carioca Leila Maria ganhou projeção nacional ao participar do programa The Voice+, exibido pela Rede Globo. Desde que estreou na carreira discográfica em 1997, a intérprete lançou cinco discos, entre eles “Leila Maria canta Billie Holiday ao Vivo”, que em 2014 ganhou o Prêmio da Música Brasileira na categoria Álbum em Língua Estrangeira.  

Após a participação no The Voice+, Leila recebeu o convite para mergulhar na obra de Djavan. A ideia de gravar um álbum focado nas composições do cantor e compositor veio de Ana Basbaum, produtora da Biscoito Fino, que também sugeriu o nome de Guilherme Kastrup para produzi-lo. “Eu adorei a ideia, que me encantou tanto afetiva quanto musicalmente, já que muitas das músicas de Djavan fazem parte da trilha sonora da minha vida. Toda a sua obra tem uma impressionante e indiscutível riqueza musical e poética”, diz Leila sobre o repertório de seu sexto disco, que conta com novas roupagens para hits como “Meu bem querer”, “Oceano” e “Flor de lis”, “Tanta saudade”, “Faltando um pedaço” e “Asa”.   

Imagem ilustrativa da imagem Leila Maria destaca sonoridade africana na obra de Djavan Imagem ilustrativa da imagem Leila Maria destaca sonoridade africana na obra de Djavan
|  Foto: Catarina Ribeiro / Divulgação
 

Produtor musical que foi responsável pela produção do premiado disco “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza Soares, Kastrup conta que propôs um álbum de sonoridade africana com a intenção de fazer referência à Diáspora Negra e poder falar, através da música, sobre as raízes de Leila e de Djavan. “Inicialmente, gravamos algumas bases com o congolês Zola Star (guitarrista, violonista, cantor e compositor) e François Muleka, descendente de congoleses (violonista, cantor, compositor e baixista). Outros artistas africanos contribuíram para a riqueza sonora do álbum. São de Moçambique os músicos Milton Guli e Otis Selimane, além da cantora Selma Uamusse. O maestro Ahmed Fofana (Bjork,Lauren Hill) é do Mali e trouxe com ele o músico Assaba Drame para tocar ngoni, instrumento típico da região norte da África. Já o grupo Vocal Kuimba é um coral de jovens estudantes angolanos formado em São Paulo”, comenta. 

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Leila destaca a pluralidade da obra de Djavan. “Sua expressão musical é tão abrangente a ponto de se inserir tanto no contexto africano (ele tem canções cujas letras se referem explicitamente a países africanos), quanto no jazz norte-americano, sem perder a brasilidade, o sotaque e a pegada únicos da nossa maravilhosa MPB, que não cessa de se reinventar”, conclui. 

Imagem ilustrativa da imagem Leila Maria destaca sonoridade africana na obra de Djavan Imagem ilustrativa da imagem Leila Maria destaca sonoridade africana na obra de Djavan
|  Foto: Catarina Ribeiro / Divulgação
 

Serviço: 

Álbum - Ubuntu 

Artista – Leila Maria 

Gravadora – Biscoito Fino 

*Disponível nas plataformas digitais 

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