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Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 12/06/2022, 16:24

Escritoras londrinenses reúnem-se para foto histórica

Dezenas de escritoras reuniram-se em frente à Biblioteca Pública para uma ação que mostra a potência da literatura de autoria feminina

PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de junho de 2022

Celia Musilli - Editora
AUTOR autor do artigo

Foto: Célia Musilli
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Dezenas de escritoras de Londrina reuniram-se para uma foto histórica na manhã deste domingo (12) em frente à Biblioteca Pública, no centro da cidade.

Nem mesmo o frio foi empecilho para que esse contigente feminino participasse do evento que surgiu como ideia dentro da programação da @feiradolivro, que termina neste domingo e foi organizada pela @quatrocincoum e @mare.producoes.culturais em São Paulo. A ideia das fotos coletivas acabou se espalhando por todo o País, com várias cidades participando do evento que mostra a representatividade das mulheres na literatura brasileira hoje.

Representantes de diversos gêneros e núcleos literários da cidade - como o coletivo Versa, Amigos da Palavra, Clube do Livro, Festival Londrix, Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina  e Sesc Cadeião Cultural - reuniram-se para a foto histórica feita por Fernanda Magalhães.

Mulheres que escrevem romances, poemas, crônicas, livros teóricos e composições musicais disseram sim à iniciativa que surgiu de forma espontânea e chegou a Londrina através da escritora e jornalista Layse de Moraes que convidou as escritoras Samantha Abreu e Karen de Debértolis para ajudar na organização da ação em Londrina.

"A ideia é tão simples e tão boa que nem sei como não pensamos nisso antes", disse Samantha Abreu sobre o evento que reuniu mulheres de várias gerações. Dos 60 aos 20 anos, autoras que escrevem romances, poemas, mantêm blogs ou participam de batalhas de rimas se reuniram dando a ideia de que muita coisa está acontecendo e pode ainda acontecer no movimento literário da cidade.

UMA QUESTÃO DE AUTORIA

Layse de Moraes comentou que, no início, muitas mulheres perguntaram se podiam participar do evento mesmo não tendo livros publicados. A resposta foi sim, já que a escrita é um ofício que também independe do formato de livro, reunindo gêneros diversos como os roteiros de cinema ou as perfomances de slam, nas quais os poemas são lidos ou recitados numa competição pública cada vez mais comum entre jovens escritoras. Uma das ideias é justamente  vencer as barreiras do conceito de autoria literária que pode estar ou não em livros.

Para a poeta Karen Debértolis, tudo isso também é resultado de uma transformação que vem acontecendo em Londrina nos últimos dez anos. Ela lembrou que quando começou a publicar na década de 1990, havia poucas mulheres escritoras na cidade. "Hoje, temos aí uma trajetória consolidada de autoras londrinenses e em número cada vez maior', diz.

Aos poucos, formou-se um grande coletivo de mulheres escritoras de Londrina para a foto que integra uma ação nacional Aos poucos, formou-se um grande coletivo de mulheres escritoras de Londrina para a foto que integra uma ação nacional
Aos poucos, formou-se um grande coletivo de mulheres escritoras de Londrina para a foto que integra uma ação nacional |  Foto: Célia Musilli
  

FOTO HISTÓRICA

Convidada para registrar este momento único, Fernanda Magalhães destacou a importância da ideia de representatividade feminina que da Feira de Livros paulistana espalhou-se pelo Brasil, com várias capitais e cidades do interior participando deste grande álbum de autoras.

Fernanda mencionou uma iniciativa que reuniu em 2017, no Rio de Janeiro, cerca de 100 fotógrafas brasileiras para uma imagem coletiva, por iniciativa da também fotógrafa Vânia Toledo.

Essas imagens que mostram a força e a representatividade dos coletivos femininos, são registros históricos que marcam a transformação da cultura  através de gerações de mulheres que movimentam a cena nacional. 

Por iniciativa da escritora curitibana Giovana Madalosso, todos os registros fotográficos das escritoras feitos esta semana - de norte a sul do País - talvez sejam reunidos num livro que deverá marcar a potência da literatura feita pelas  brasileiras no século 21.  A ideia está lançada. 

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