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Folha 2

m de leitura Atualizado em 23/04/2022, 11:46

Carnaval fora de época chega para matar a saudade

Escolas de samba do Rio e de São Paulo voltam a desfilar em eventos adiados por conta da pandemia; o samba no pé aplaca o desejo contido

PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de abril de 2022

Marcos Roman - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
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Após um ano de adiamento causado pela pandemia de Covid-19, as escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo voltam a desfilar neste final de semana. Os eventos que tradicionalmente acontecem em fevereiro foram adiados para abril devido à alta de contaminações provocada pela variante Ômicron no início deste ano. Os desfiles do Grupo Especial carioca que acontecem na Marquês de Sapucaí  serão transmitidos pela Rede Globo, pelo portal G1 e pela Globoplay neste sábado (23), a partir das 22h45. 

Imperatriz Leopoldinense abriu os desfiles na Marquês de Sapucaí Imperatriz Leopoldinense abriu os desfiles na Marquês de Sapucaí
Imperatriz Leopoldinense abriu os desfiles na Marquês de Sapucaí |  Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
 

Na sexta-feira (22), a primeira escola do Rio de Janeiro programada para entrar na avenida foi a Imperatriz Leopoldinense, que tem como desafio se manter no grupo principal após uma curta passagem pelo grupo de acesso. O enredo escolhido resgatou a trajetória do carnavalesco Arlindo Rodrigues. Na sequência, a Mangueira  homenageou a poesia de baluartes: Cartola, Jamelão e Delegado. A última vez que a escola foi campeã foi em 2016. Terceira escola a entrar na avenida, a Salgueiro apostou no tema “Resistência”, abordando o preconceito racial para tentar reconquistar o título de campeã que obteve há 13 anos.  

Escola de Samba Mangueira no desfile do Grupo Especial do Rio: homenagem a Cartola. Jamelão e Delegado Escola de Samba Mangueira no desfile do Grupo Especial do Rio: homenagem a Cartola. Jamelão e Delegado
Escola de Samba Mangueira no desfile do Grupo Especial do Rio: homenagem a Cartola. Jamelão e Delegado |  Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
 

A São Clemente entrou em cena à 1 hora da madrugada para prestar uma homenagem ao humorista Paulo Gustavo, morto pela Covid em 2021. A Viradouro chegou em seguida com o tema “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, que mostrou como foi o carnaval de 1919, depois de uma pausa por causa da pandemia de gripe espanhola. Encerrando a primeira noite de desfiles, a Beija-Flor abordou o tema “Empretecer o Pensamento é ouvir a Voz da Beija-Flor", enredo que presta reverência à intelectualidade negra. 

Neste sábado (23), o desfile será aberto às 22 horas pela Paraíso do Tuiuti, que  vai contar a história de resistência dos ancestrais africanos e homenagear personalidades negras como Mandela, Mary Jackson, Mercedes Batista e Chadwick Boseman. Às 23 horas será a vez da Portela colorir a avenida de azul e branco com o enredo "Igi Osè Baobá", que fala da planta milenar conhecida como a árvore da vida, o baobá.  

A Mocidade Independente de Padre Miguel desfila à meia-noite fazendo uma homenagem ao orixá Oxóssi, com o enredo "Batuque ao Caçador". A Unidos da Tijuca chega na sequência contando a lenda do guaraná. A Grande Rio se apresenta às 2 horas da madrugada com o enredo "Fala, Majeté! As sete chaves de Exu", criado para desmistificar a fama de mau que o orixá tem no ocidente. A Vila Isabel encerra os desfiles de sábado homenageando o cantor e compositor Martinho da Vila.  

 VARIEDADE DE ENREDOS NO ANHEMBI

Escola de samba Colorado do Brás homenageou a escritora negra Carolina de Jeses em São Paulo Escola de samba Colorado do Brás homenageou a escritora negra Carolina de Jeses em São Paulo
Escola de samba Colorado do Brás homenageou a escritora negra Carolina de Jeses em São Paulo |  Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil
  

 Os desfiles no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, foram abertos na sexta-feira (22), às 22 horas, com a Acadêmicos do Tucuruvi, que traz como enredo "Passado, presente e futuro do carnaval”. A Colorado do Brás falou sobre a vida e a obra da escritora Carolina Maria de Jesus. A Mancha Verde abordou a importância da água. A Tom Maior entrou na sequência com uma adaptação do livro "Pequeno Príncipe", do escritor Antoine de Saint-Exupéry, para a realidade do Nordeste brasileiro. A Unidos de Vila Maria versou sobre amor, fé e fraternidade. Já a Acadêmicos do Tatuapé retratou história e a importância do café para o Brasil através da simbologia do Preto-Velho. A programação foi encerrada com uma homenagem ao cantor e compositor paulistano Adoniran Barbosa feita pela Dragões da Real. 

No sábado (23), às 22h30, a Vai-Vai faz uma homenagem aos povos africanos. A Gaviões da Fiel falará sobre desigualdade social. A Mocidade Alegre prestará um tributo à cantora Clementina de Jesus. A Águia de Ouro abordará a cultura afro-brasileira. A Barroca Zona Sul apresentará um enredo sobre Zé Pelintra, uma das mais importantes entidades de cultos afro-brasileiros. A Rosa de Ouro falará sobre a cura. E a Império de Casa Verde encerra os desfiles falando sobre o  poder da comunicação. 

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