‘Assalto à Brasileira’ estreia em Londrina com longa fila e casa cheia
Filme inspirado no assalto ao Banestado, em 1987, atraiu grande público em sessão gratuita no Festival Kinoarte na noite de sábado
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domingo, 26 de outubro de 2025
Filme inspirado no assalto ao Banestado, em 1987, atraiu grande público em sessão gratuita no Festival Kinoarte na noite de sábado
Pamela Destacio 

A aguardada exibição do longa “Assalto à Brasileira”, de José Eduardo Belmonte, levou um grande público ao Cine Villa Rica, em Londrina, na noite deste sábado (25), durante o 27º Festival Kinoarte de Cinema.
Inspirado no assalto ao banco Banestado, ocorrido em Londrina em 1987, o drama ganhou sua primeira exibição na cidade em uma sessão gratuita que contou com a presença dos produtores Marcelo Braga e Clara Ramos, além do ator e músico Paulo Miklos, que interpreta o policial negociador Fonseca.
Muito antes do início da exibição, marcada para as 20h, a fila já começava a se formar em frente ao cinema, tanto para prestigiar a obra quanto para ver a equipe produtora.

Dinho Dal-ry, 41, foi o primeiro a garantir lugar, ao lado do filho Joaquim, 14. “A gente acompanhou algumas filmagens, então isso gerou uma expectativa bem grande. Não podíamos perder essa oportunidade, principalmente sendo a estreia em Londrina. Depois de tanto tempo, ver essa história vir à tona de novo, e numa teledramaturgia, com certeza vai ser incrível”, disse o professor, que chegou por volta das 16h e aguardou sentado na escadaria.
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Entre o público também estava quem viveu de perto o episódio retratado no filme. Eva Maria de Andrade, 63, moradora de Londrina à época do assalto, lembra a tensão daquele dia.
“Acompanhei tudo. A cidade inteira ficou em suspense. E, no fundo, por mais estranho que pareça, muita gente torcia para que os assaltantes conseguissem escapar. Vivíamos um período de muita insatisfação, ainda com o peso da ditadura e a sensação de injustiça social. Então, de certo modo, parecia uma forma de resistência contra o sistema financeiro que oprimia tanta gente”, detalhou.
Leitora do livro-reportagem homônimo de Domingos Pellegrini, de 1988, no qual o longa se baseou, ela foi com expectativa acompanhada de amigos. “Agora quero muito ver como o filme retratou tudo isso”, disse para a FOLHA.

Mas nem todos conseguiram assistir à estreia. Com capacidade para cerca de 400 pessoas, o Cine Villa Rica ficou lotado rapidamente, e muitos que aguardavam do lado de fora acabaram não participando da sessão. A fila, de mais de 100 metros, dobrando a esquina, continuou crescendo mesmo depois das 20h, e o público permaneceu no local ainda na esperança de conseguir entrar.
Além da sessão deste sábado, estão previstas novas exibições neste domingo (26), às 18h e às 20h, com as presenças do diretor Belmonte e dos atores Robson Nunes, Yohama Eshima e Vanessa Rodriguez. A entrada é gratuita e também por ordem de chegada, sem necessidade de retirar ingressos previamente.



