A importância da arte nas cidades e nas conexões humanas
Em evento sobre mercado e cultura, o crítico Agnaldo Farias diz que uma cidade como Londrina não pode deixar a arte de lado
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sexta-feira, 14 de novembro de 2025
Em evento sobre mercado e cultura, o crítico Agnaldo Farias diz que uma cidade como Londrina não pode deixar a arte de lado

A qualidade de vida oferecida por uma cidade envolve a sua relação com a arte. Esta foi uma das afirmações feitas pelo professor-doutor de História da Arte na Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e curador de artes plásticas, Agnaldo Farias, durante o evento “Valor e Arte: Arte como ativo, Cultura como valor”, realizado na noite de quinta-feira (13), em Londrina. O “Mercado da arte e colecionismo” foi o tema da conversa, que também contou com a participação de Flávia Coelho, fundadora da Inn Gallery e conselheira de cultura na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
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O encontro, promovido e sediado pela Vectra em parceria com a Real Investor Wealth Management, atraiu estudantes, arquitetos, artistas, e empresários interessados no tema. Na avaliação de Agnaldo Farias, para uma cidade do porte de Londrina, que está em constante crescimento e evolução, a arte é uma pauta muito relevante e não pode ser deixada de lado. Segundo ele, é fundamental oferecer espaços para que os trabalhos artísticos sejam vistos, as músicas escutadas e as danças e teatro apreciados. “Esse tipo de experiência precisa ser oferecida para as pessoas, e sobretudo para as crianças. Se Londrina abre mão disso, cresce com um problema, uma falha”, opina.
Farias acrescenta que eventos como esse são importantes, pois aproximam as pessoas do universo da arte, que é complexo. O encontro abordou aspectos culturais, simbólicos e de mercado, também deu indicações sobre qual é a natureza do trabalho artístico e como ele afeta o ser humano. “A arte nos depura, nos melhora. Uma pintura faz com que você apure a sua visão, assim como uma boa música educa os seus ouvidos e uma boa comida educa o seu paladar. É importante alimentar o espírito, abrindo-se para as obras de arte. Você sai de um ritmo intenso das tarefas cotidianas e entra em uma outra dinâmica de tempo, um tempo de recolhimento”, detalha.

ARTE NO UNIVERSO CORPORATIVO
Flávia Coelho, que trouxe números sobre o mercado – que movimenta cerca de R$ 2,9 bilhões no Brasil -, descrito por ela como opaco, assimétrico e não regulado, já que não existe um órgão que regule a atividade ou monitore as transações de compra e venda, tem como uma das frentes de atuação a conexão do universo corporativo com o mundo da arte e cultura. “A gente vive um momento em que a conexão e a atenção são a bola da vez. Quando pensamos em público-alvo e posicionamento, a arte é um ativo que fala por si só, que traz propósito. Indiscutivelmente, as marcas e as empresas têm que começar a olhar a arte de maneira estratégica, não só pensando nos clientes, mas no seu legado enquanto responsabilidade social”, analisa.
Atenta a esse movimento, a diretora executiva da Vectra, Roberta Costa Alves Nunes Mansano, diz que a empresa tem investido, há alguns anos, no fomento à arte e à cultura, não só em seus empreendimentos, mas também para deixar um legado para Londrina. Para ela, encontros como esse têm o poder de despertar na sociedade a relevância de retomar essa pauta. “Existe um interesse genuíno do londrinense por cultura e a cidade merece experimentar mais da sensibilidade que só a arte é capaz de entregar”, destaca.
* Com assessoria.


Da Redação
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