Londres - Vitor Roque garantiu seu retorno à seleção brasileira com o grande momento que vive no Palmeiras. Em 52 jogos pelo clube paulista, são 20 gols marcados e a conquista de um protagonismo que ajudou a colocar o Alviverde na liderança do Campeonato Brasileira e na final da Conmebol Libertadores. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), em Londres, ele não escondeu o desejo de disputar a Copa do Mundo de 2026.

“As vagas estão abertas. É continuar trabalhando, cada um fazendo o melhor no seu clube para tentar uma vaga. Vieram vários jogadores na posição. O Mister pode ter um ou dois ali e possa ser que leve o terceiro”, disse.

Antes de chegar ao Palmeiras em fevereiro, o atacante atuava no futebol espanhol. Destacou-se no Brasil pelo Athletico-PR e foi contratado pelo Barcelona. As poucas oportunidades o levaram a ser emprestado ao Real Bétis, mas o interesse do Palmeiras convenceu o jogador de 20 anos a voltar a jogar em seu pais.

Vitor Roque frisou que não considera a volta ao Brasil como um regresso na carreira e destacou o papel do treinador Abel Ferreira para retomar sua confiança.

“Fui para Europa muito cedo. Aprendi muito e penso da mesma forma. Voltar ao futebol brasileiro não é um passo atrás. Às vezes tem que dar um passo atrás para dar dois a frente. O Luiz Henrique é um exemplo mesmo. Voltou para ganhar títulos, e espero ganhar também”, frisou.

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“Quando voltei da Europa, voltei mal psicologicamente, sem confiança nenhuma. Quando estava no Palmeiras sem confiança, o professor Abel depositou a confiança em mim. Ter uma sequência é muito importante para retomar essa confiança. Consegui fazer meus gols, assistências. Muito feliz de estar aqui”, completou.

ALEX SANDRO

Imagem ilustrativa da imagem Vitor Roque vê chance de ser chamado para a Copa de 2026
| Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O lateral Alex Sandro explicou que procura aproveitar “cada minuto” que tem quando é convocado para a seleção, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, em Londres.

“Cada minuto vale muito neste período. Ter ficado fora desses quatro jogos parece que é pouco, mas às vezes é muito. São muitos dias de treinos não só no campo, mas os vídeos ajudam muito”, ressaltou.

Quando ausente das Datas Fifa, o experiente lateral-esquerdo não deixa de acompanhar o trabalho que tem sido desenvolvido por Carlo Ancelotti e sua comissão técnica. Explica que prefere adotar essa rotina para seguir atento ao estilo de jogo da Amarelinha.

“Mesmo fora, sempre segui os jogos e estudei para estar por dentro do trabalho e do estilo de jogo, o que me ajuda muito agora para não chegar e me deparar com tudo novo novamente. O trabalho do treinador, já conheço há muito tempo vendo de fora, quando ele estava nos clubes da Europa. Ter esse trabalho é realmente um privilégio treinar com ele e viver esse grupo pela qualidade individual e coletiva. É difícil encontrar por aí’, disse.

Aos 34 anos e a Copa do Mundo de 2022 no currículo, Alex Sandro tem o entendimento de que estas convocações pré-Copa são determinantes para a equipe criar entrosamento e boas relações antes do Mundial.

“A convivência nos jogos, treinos e no dia a dia é muito importante. Conta muito cada jogador conhecer mais o outro, o estilo do companheiro em campo, do treinador e como ele quer que a gente jogue. Obviamente, o resultado é importante por conta da cobrança na Seleção. Mas o mais importante é criar a base para se entender melhor em campo. Estamos neste ponto agora”, comentou.

AMISTOSOS

O Brasil enfrenta Senegal às 13h (de Brasília) deste sábado (15), no Emirates Stadium, em Londres, e encara a Tunísia na próxima terça-feira (18), às 16h30 (de Brasília), no Decathlon Stadium, na cidade francesa de Lille.

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