STF arquiva processo contra jogador por forçar cartão amarelo
Igor Carius, lateral do Sport Recife, foi acusado de forçar cartão no Campeonato Brasileiro
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terça-feira, 02 de dezembro de 2025
Igor Carius, lateral do Sport Recife, foi acusado de forçar cartão no Campeonato Brasileiro
André Richter - Agência Brasil 

Brasília - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (2) determinar o trancamento da ação penal aberta pela Justiça de Goiás contra o jogador de futebol Igor Cariús, lateral do Sport Club do Recife. Na prática, o processo deverá ser arquivado.
A decisão foi tomada pelo colegiado a partir de um recurso protocolado pela defesa do atleta, que foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na investigação que resultou em uma das fases da Operação Penalidade Máxima. Nesta operação, foi apurada suposta manipulação de deliberações em jogos de futebol para beneficiários apostadores.
Igor Cariús foi acusado de forçar um cartão amarelo no jogo entre Atlético (MG) e Cuiabá, equipe na qual atuou. A partida foi disputada pelo Campeonato Brasileiro de 2022. Segundo a investigação, o jogador teria recebido R$ 30 mil do suposto esquema de apostas.
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Ao analisar o caso, o ministro Gilmar Mendes apresentou voto divergente e entendeu que o cartão amarelo não tinha o poder de alteração da classificação final do campeonato.
Para Mendes, embora a conduta do jogador seja reprovável, o caso deve ser avaliado na esfera esportiva. O ministro citou a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) que, em 2023, suspendeu o atleta das competições pelo prazo de um ano.
"Não considere que a conduta imputada ao paciente, referente à obtenção de um único cartão amarelo, tenha a exigência de influenciar a classificação final do campeonato. O tempo integrado pelo paciente [Cuiabá] obteve 76 cartões amarelos ao longo do brasileirão de 2022", disse o ministro
O placar final do julgamento foi de 2 votos a 1. O voto de Gilmar Mendes foi acompanhado por Dias Toffoli. Em agosto deste ano, o relator do processo, ministro André Mendonça, proferiu o primeiro voto e negou o recurso do jogador.





