Reta final do Brasileirão: desafio emocional
Mais do que entrar em campo de agora em diante é estar o tempo todo com a máquina de calcular na mão
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domingo, 26 de outubro de 2025
Mais do que entrar em campo de agora em diante é estar o tempo todo com a máquina de calcular na mão

Faltam oito rodadas para o término do Brasileirão. Para alguns times, jogos a mais a cumprir. Para outros, o desejo que tivessem mais partidas para disputar. Mais do que entrar em campo de agora em diante é estar o tempo todo com a máquina de calcular na mão. E não há mais jogos previsíveis.
Todo confronto tem interesses diretos e outras partes envolvidas mesmo a distância. Líderes tropeçando em lanternas e surpresas que vão decidir posições importantes. Isso não é novidade e a cada temporada se repete. Nesta última rodada o Fortaleza foi o exemplo. O futebol é apaixonante exatamente pelo ilógico ser real quando menos se espera que ele aconteça mesmo sabendo que ele vai aparecer em algum momento.
Torcer, nesta fase da competição, vai além do desejo de vitória e título do seu time. É se angustiar com oscilações de quem está chegando ao final da temporada pressionado pelo desgaste e ansioso por conquistas. Esse mix de sentimentos provoca desempenhos flutuantes de todas as equipes e jogadores. E o torcedor, que vai sempre pela lógica emocional do desejo próprio, fica sem compreender. Ontem venceu o líder e hoje perde para o lanterna. Como?
Nos próximos 40 dias todos os times vão passar por momentos assim. É cíclico, acontece em todas temporadas neste período decisivo, mas esquecemos de um ano para outro. Esquecemos porque deixamos de lembrar o lado humano que há em cada profissional que carrega, neste período do ano, uma carga extra de toda uma temporada. É a fase do desafio emocional, que não é tão controlável como a forma física ou técnica.
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Pep Guardiola destacou em seu primeiro livro que “um campeonato se ganha nas últimas oito rodadas e se perde nas oito primeiras”. Para quem quer ser campeão, a reta final não é só decisiva porque o fim se aproxima, mas porque mostra quem tem o melhor equilíbrio e foco para não tropeçar nos próprios erros.


Claudemir Scalone
Editor com foco em Política e Esportes.





